A A A

Um homem é feito de muitos homens. De muitos ritmos. De experiências por vezes quase antagónicas e que, ao sedimentarem, se olham, como de longe, com um sentimento de amargurada perplexidade.

Dizem que a melhor época da vida é quando, finalmente, alcançamos a idade entre os 20 gloriosos e os 30 esperançosos, tornando-se uma etapa cheia de convicções e energia para gastar. Ironicamente, no mundo do “rock”, existe uma lenda segundo a qual para todos os talentos brilhantes e inatos desta vertente musical o patamar em que estes atingem os 27 anos é cheio de perigos e até mesmo fatal. Muitos são os artistas que se deparam com esta situação. Brian Jones, Jim Morrison, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Amy Winehouse e Kurt Cobain são algumas das lendas que aos 27 anos, no auge do sucesso, partiram deste mundo. 

Desde sempre que o homem teve a necessidade de controlar o mundo que o rodeia e todos os fatores externos que o podem perturbar.

Todos já sentimos alguma vez a pressão da sociedade para sermos conhecidos. Seja através do sucesso financeiro, profissional ou mesmo pessoal, temos sempre de ser superiores e vencer os outros. Isto é, de forma implícita, ensinado na escola, através d’”Os Lusíadas”, já que apenas a fama ou a elevação do herói permite aceder ao bem supremo dos deuses, que é a imortalidade.

É voz corrente que em relação à pontualidade os portugueses deixam muito a desejar, sobretudo quando a comparação é com países como Inglaterra, cuja atitude é meticulosa em relação ao tempo.

O tempo pode ser entendido a partir de várias perspetivas, determinantes no modo como é gerido e na importância que tem para a natureza, para o homem e para a sociedade.

Vou fazendo horas, deixar o tempo passar – metade da vida é, como diz Fernando Namora, uma perdulária expectativa. E tonta. E ansiosa. E inútil. Como quem se sentou numa gare de caminho-de-ferro à espera de um comboio que não se sabe se passará e qual o seu destino. Certeza, e relativa está apenas no local da espera. E às vezes na própria espera. Desperdiça-se, ignora-se o instante real e concreto, como areia que se nos escapa das mãos, numa espera ilusória vez seguinte.

Nunca se deve perguntar a uma pessoa a idade que esta tem. Por isso, perguntar à vida a idade que esta possui pode tornar-se um desafio, já que esta está em plena sintonia com o tempo, e tal como refere Mário Quintana, poeta e jornalista brasileiro. “O mais feroz dos animais domésticos é o relógio de parede: conheço um que já devorou três gerações da minha família.”

Faltam dois minutos para a meia-noite. Não precisa de olhar para o relógio ou puxar do telemóvel para me desmentir. Estou a falar do Relógio do Juízo Final (Doomsday Clock) que surgiu em revista pela primeira vez em 1947, no “Boletim de Cientistas Atómicos” e é mantido desde então pelos diretores da revista da Universidade de Chicago. O dispositivo é uma metáfora para a proximidade da humanidade do apocalipse global, representado pela meia-noite.

O tão famoso reality-show conhecido como Big Brother teve início no ano de 2000, em Portugal. É um programa de televisão, no qual um grupo de pessoas, normalmente quinze, se junta numa casa, sendo esta vigiada vinte e quatro horas por dia. Os participantes não podem ter qualquer contacto com o exterior. O seu principal objetivo é permanecer na casa até ao último dia do programa, no qual a audiência tem que escolher a sua pessoa favorita. Todas as semanas, existe uma ronda em que uma pessoa da casa é eliminada, deixando, consequentemente, a casa. No final do programa, o prémio é entregue ao vencedor. 

Apesar dos seres humanos fazerem parte de apenas uma ínfima porção daquilo que é a história da Humanidade, os vários registos e dados históricos existentes possibilitam não só o conhecimento das características sociais, políticas e artísticas de cada época do extenso passado do mundo, mas também garantem a possibilidade de estabelecer uma comparação entre as sociedades ancestrais e aquela na qual estamos todos inseridos hodiernamente, sendo as mudanças nos diversos setores supramencionados fruto da evolução do tempo.

Com os anos, o tempo deixa marcas em todos os seres vivos, e o ser humano não é exceção.

 

Moodle Appliance - Powered by Solemp