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A internet, apesar de ser um precioso auxiliar, não reúne um consenso total à sua volta. Os riscos que os jovens correm devido à forma imprudente como a usam, a banalização e facilitação do plágio, a rapidez e variedade na pesquisa de informação, o auxílio à quebra do isolamento são alguns dos tópicos que dividem as opiniões. Para ilustrar o verso e reverso da internet, dois textos, de duas alunas.
Uma invenção fantástica 
Joana Teixeira Vivemos numa sociedade onde cada vez mais se utiliza a Internet. Esta é um aglomerado de redes e sub-redes, situadas em todos os pontos do globo, compostas por diferentes computadores que são operados por pessoas das mais diversas idades, raças, religiões e personalidades. A Internet não só pode ser utilizada como meio de entretenimento, mas principalmente como um meio através do qual podemos comunicar com todo o mundo, pelo qual podemos viajar até ao mais oculto local do planeta, mas principalmente onde temos informação sobre todos os assuntos de que precisemos. Disponibiliza uma grande quantidade de informação, à qual podemos aceder rápida e facilmente, e que está ao dispor de qualquer um que tenha acesso à Internet. E também muitos serviços: banco, comércio, seguros, entre muitos outros. Hoje em dia para efectuarmos uma transferência, um carregamento do telemóvel, uma consulta de saldo ou até mesmo a renovação de um seguro não necessitamos de sair de casa, basta acedermos ao site. O comércio electrónico permite ganhos energéticos, pois em vez de lojas passam a existir apenas armazéns que gastam menos energia. Com a criação de blogues, fóruns e chats tornou-se muito mais fácil a partilha e divulgação de informação, assim como a participação das pessoas em sondagens e inquéritos internacionais. Ela é assim um enorme espaço público de intervenção. A digitalização de informação que utiliza a Internet como suporte (jornais, apresentação de trabalhos, inquéritos…) diminui o consumo de recursos como, por exemplo, o papel. Tudo isto aumenta também os postos de trabalho, pois para se poder proporcionar tudo isto aos utilizadores da Internet é necessário o trabalho de bastantes pessoas (webmaster, webdesigner, programador, entre outros). Na Internet podemos encontrar tudo aquilo que encontramos no mundo real, mas não é completamente inocente, temos é de saber utilizá-la. Para diminuir os riscos que corremos, podemos fazer algumas pequenas coisas que podem marcar a diferença. Nunca devemos fornecer informação como nome, idade, situação financeira, morada, ou outro dado que possa conduzir à nossa identificação, se não tivermos a certeza com quem estamos a falar. Não devemos colocar as nossas fotografias e endereço de correio electrónico em sites muito visitados e pouco seguros. Não devemos marcar encontros com pessoas que tenhamos conhecido num chat ou site do género e, caso queiramos mesmo conhecer alguém que tenhamos contactado através da Internet, devemos fazê-lo num local público e na companhia de um adulto. Nunca devemos responder a mensagens insinuantes, obscenas, agressivas. O melhor a fazer nessas alturas é comunicar a um adulto para que este comunique os acontecimentos aos serviços nacionais vocacionados para a protecção das crianças ou para a esquadra da Polícia de Segurança Pública mais próxima de sua casa. Estas são pequenas precauções que podemos ter para tornar a nossa utilização da Internet segura. Para isso acontecer, devemos também respeitar os dez mandamentos da Internet: 1. Não deverás usar o computador para prejudicar terceiros. 2. Não deverás interferir com o trabalho informático de terceiros. 3. Não deverás vasculhar os arquivos de ficheiros de terceiros. 4. Não deverás usar o computador para roubar. 5. Não deverás usar o computador para prestar falsos testemunhos. 6. Não deverás utilizar ou copiar software pelo qual não pagaste (caso não seja freeware). 7. Não deverás usar, sem autorização prévia, os recursos informáticos de terceiros. 8. Não deverás apropriar-te do trabalho intelectual de terceiros. 9. Deverás pensar nas consequências sociais daquilo que escreves.. 10. Deverás usar o computador com respeito e consideração por terceiros.
Com pequenos gestos, tornamos a nossa utilização da Internet segura e podemos usufruir e viajar pelo seu complexo e divertido mundo, aproveitando todas as suas vantagens de uma forma segura.
Prevenir é preciso 
Diana Malhão Os jovens europeus estão cada vez mais familiarizados com o uso da Internet. Estão cientes de que correm alguns riscos, mas mesmo assim assumem, frequentemente, comportamentos que põem em causa a sua segurança. O espaço e o tempo que as novas tecnologias ocupam na vida dos adolescentes muda o relacionamento destes com a família, sendo a Internet o instrumento mais importante na transformação brusca da vivência dos mais novos, pois a partir do momento em que esta entra na sua vida, os jovens passam a crescer no isolamento, na dependência e sob risco. Isto porque, apesar da informação divulgada, nem sempre é fácil separar aquilo que é perigoso do que é seguro. Sabemos que a Internet nos facilita, e muito, naquilo que fazemos: adquirimos novos conhecimentos, cruzamos informações mundiais de forma muito rápida, falamos gratuitamente com amigos e familiares. Talvez o problema resida aqui: existe demasiada informação muito acessível, que nem sempre é útil para o crescimento dos jovens. Naturalmente todos os perigos com que os jovens se deparam na Internet podem ser controlados pelos pais, mas estes muitas vezes não o fazem devido à falta de informação que têm acerca da navegação na rede, não sabendo, assim, detectar e impedir situações de risco nos seus filhos. De todos os perigos, aquele que mais sobressai é o visionamento de material impróprio, como a pornografia que existe em abundância e de fácil acesso e imagens de natureza violenta, assim como a divulgação de fotografias em sites, onde “brilha” o Hi5. Destacam-se também os encontros online com pessoas menos aconselháveis. Geralmente iniciam-se conversas no chat com nomes fictícios, onde o diálogo com desconhecidos predomina, muitas das pessoas que entram nessas salas de conversação dão dados falsos e combinam encontros que, por vezes, não acabam da melhor forma, pondo em causa a segurança de quem entra em contacto com o estranho, e mesmo a dos seus familiares. Há casos de pedofilia que foram iniciados desta forma. Num inquérito do Eurobarómetro a jovens entre os nove e os catorze anos, um rapaz dinamarquês admitiu que já combinara um encontro na Internet: “Combinei encontrar-me com ele numa estação e, quando vi que era um homem horroroso de 44 anos, fui-me embora!”… como esta história existem muitas mais! Ocorre também, com alguma frequência, o fornecimento de dados, como o do código do cartão de crédito de um familiar, tratando-se, neste caso, de violação de privacidade. Fazer download de software ilegal também é uma das coisas a que os jovens se habituaram, talvez por ser gratuito. No entanto trata-se de um acto ilegal, muito lucrativo para alguns. É com todos estes perigos que vivemos, ao estar em contacto com a Internet, mas na verdade não são apenas os riscos de visionamento que se fazem notar, a Internet também é responsável por alterar a vida social de cada um de nós. Como já foi dito anteriormente, a dependência é um dos factores em destaque que influencia a convivência com os outros, uma vez que o tempo passado com os amigos e familiares, o contacto directo, vai sendo cada vez menor atingindo, muitas vezes, níveis extremos. Como tal, os familiares, educadores e professores têm um papel importantíssimo na segurança dos mais novos, aconselhando-os e esclarecendo-os no que necessitarem. Foram também criados muitos projectos que visam implementar uma navegação segura, estabelecendo objectivos de segurança a vários países. Todos nós podemos utilizar a Internet, desde que saibamos os perigos que corremos e como evitá-los…Sendo responsáveis, os riscos da rede deixam de existir. |