| Politicamente falando, foi assim… |
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| Diana Malhão - 10ºB | |
| 11-Nov-2009 | |
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Eleições AE
Por vezes, enquanto seres humanos, perdemos a capacidade de busca pelo lado positivo, por tudo aquilo que, apesar de benéfico, se disfarça por detrás da obscuridade e, inconscientemente, prejudicamo-nos a nós próprios com a nossa resignação perante o ilusório, com o nosso deslumbramento perante o fictício. Estamos de tal forma obcecados em atingir um grau de vitória concreto e absoluto que nos esquecemos, muitas vezes, que mais importante que esse tal nível de triunfo são muitos outros valores que, quando bem procurados e perseguidos, podem acabar por completar o lugar vazio do trono. Sair do plano da ribalta eleitoral com uma considerável derrota não implicou tristeza, desilusão, revolta ou qualquer tipo de arrependimento; pelo contrário, fez-nos procurar os ditos optimismos camuflados e tornar um insucesso numeral numa enorme vitória pessoal. De uma maneira prática e directa, isto poderia ser considerado uma forma de refúgio e de imersão perante a derrota, mas negar os factos nunca os mudaria e, muito menos, os apagaria. Por isso, esta atitude positiva não resulta de uma intenção de encobrir realidades, mas sim de uma manifestação de orgulho pelo que todos nós fomos capazes de fazer autonomamente. Ocultos por momentos de conflitos, por alguns comentários infelizes, por atitudes menos correctas, por contratempos inesperados, por imprevistos inimagináveis, por momentos de pouco civismo, por circunstâncias desconcertantes, por resultados constrangedores, por situações perturbadoras, por sentenças injustas, por palavras despropositadas e por todas essas coisas que (quer queiramos, quer não) acompanham friamente a política, conseguimos encontrar um tanto de felicidade que nos fez sonhar com o próximo ano, em que cada um de nós poderá seguir ainda mais alto. Inevitavelmente, depois de uma semana de campanha e de alguns precedentes meses de idealização da mesma, vimo-nos rodeados de uma grandiosa experiência de vida que nos acompanhará sempre, ao longo desses anos que nos esperam tão proximamente. E, evidenciando a falta de familiarização, a inexperiência, a idade e a ausência de conhecimentos abrangentes do que é a política, o representar dos alunos, o trabalho árduo típico e a imprescindível organização estratégica que qualquer associação de estudantes requer, sempre detivemos a plena consciência de que seríamos uma lista competente, responsável e, acima de tudo, interessada no bem escolar. Colocando, por momentos, todas estas esperanças de parte, convém falar do real, daquilo que, de facto, nos fez dizer, convictos: “Valeu a pena!”. Uma convicção que resultou de simples pormenores esquecidos por uns, mas lembrados por nós… – permitir o confronto de ideias que nem sempre se revelaram completamente opostas; incentivar o sentido crítico de cada um dos alunos; possibilitar a expressão de ideias prioritárias na vida escolar e pessoal; desenvolver o dinamismo da escola; levar a que todos pudessem, de certa forma, contribuir politicamente para o bem-estar estudantil; relembrar o dever de saber ouvir, bem como estimular o poder de saber falar; facilitar indirectamente a aceitação das mais variadas opiniões e tanto mais. Inconscientemente, a disputa entre as duas listas deu asas para que todas estas aprendizagens pudessem fluir em cada um de nós e isto basta-nos para podermos dizer que nada foi em vão. A lista adversária conseguiu, foi superior a nós e, por isso, venceu, saltou rumo à associação de estudantes determinada a representar da melhor forma possível os alunos da escola e isto, surpreendentemente, não nos fez sentir vencidos, não implicou remorsos por termos participado nesta batalha. Pelo contrário, dotou a nossa lista de resistência, dupla força, tripla coragem e um tanto de determinação que nos faz ansiar desesperadamente pelo próximo ano, em que tentaremos ao máximo chegar à meta antes dos adversários. Porque houve alguém que depositou em nós o seu voto de confiança, resta-nos agradecer-lhe. Porque houve uma lista que saiu grande vitoriosa, resta-nos felicitá-la. Dar os nossos parabéns à lista S! E não só por ter vencido, mas, mais ainda, pela convivência agradável e salutar, por quebrar connosco as regras de rivalidades entre listas, por negar os conflitos entre membros opostos, basicamente, por termos conseguido todos juntos, tornar a política conflituosa, desordeira e tumultuosa numa política serena, pacífica e, sobretudo, amigável. Estamos gratos por tudo isto! |
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