| Ano novo, vida nova |
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| Rita Teixeira - 10ºB | |
| 13-Nov-2009 | |
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O início do ano lectivo nem sempre é bom para todos. Para uns é uma óptima altura, pois é hora de rever os amigos, conhecer novos colegas e também professores. Mas não nos podemos esquecer daqueles que no início de todos os anos lectivos têm de refazer a sua vida. Há inúmeros professores e, com eles, os seus filhos, que todos os anos pegam nas suas coisas e partem com a casa às costas para um sítio desconhecido, onde vão iniciar uma nova etapa da sua vida. Ainda há aqueles que, não podendo levar a família, partem, simplesmente, para outra cidade, deixando os seus filhos ao cuidado de outros.
Raramente nos pomos nos seus lugares, nunca imaginamos como seria começar todos os anos uma nova vida num sítio sempre diferente, com pessoas que não conhecemos. Também não pensamos o quão difícil é ficar sem um pai ou uma mãe em casa, só porque este não ficou colocado na cidade onde vivia. É muito difícil imaginá-lo. Não há nada melhor do que ouvir um testemunho real. Apresento, então, dois testemunhos um da colega e amiga Isabel Pinheiro de Campos, que esteve na nossa escola durante o sétimo, o primeiro período do oitavo e o nono anos, mas que, devido à colocação dos pais, teve de seguir um novo rumo e outro de uma colega do 9º ano. Isabel Campos “Ser filha de um professor é difícil, mas ser filha de pai e mãe professores é muito pior, principalmente quando estes não são efectivos. Esta situação já me obrigou a mudar duas vezes de sítio, escola e amigos, o que acaba por não ser o melhor. Já estive nos Açores e agora estou em Chaves, mas ainda bem que tenho tido a sorte de ter conhecido pessoas simpatiquíssimas e locais maravilhosos, o que ajuda a ambientar-me com facilidade. No início custou-me muito afastar-me de tudo e todos, principalmente num sítio tão longe como os Açores. Mas acabei por me habituar porque não podia pensar que era o fim do mundo. Os amigos ficam sempre e posso visitá-los quando quiser. Pensando bem, mudar de “ares” até nem é mau de todo, pois no fundo acaba por ser uma boa e nova experiência. Mas há casos e casos e nem todos têm a mesma sorte que eu e acabam por sofrer muito com esta situação. Temos, então, de seguir em frente e viver esta experiência ao máximo e da melhor maneira.” (Isabel Campos) Ana João Guerra "Ser filho de professor é bom. Ser filho de professor em constante deslocação, não é tão bom. Ver um pai ou uma mãe, como o meu caso, todas as segundas sair de casa às 6.30 da manhã e só voltar a vê-lo(a) na sexta-feira à tarde é, no mínimo triste e preocupante. Sem falar em quem tem irmãos mais pequenos, que tem de arcar com muitas responsabilidades. Além de ser estudante, é também uma nova “dona de casa” e um porto seguro para os irmãos. É como carregar meio mundo às costas. O mais revoltante é ver pessoas com menos experiência a trabalhar perto de casa e partir aqueles que já contam com muitos anos de serviço e de vida, pessoas que deixaram metade da vida numa escola. Para finalizar, aqui fica o conselho da minha mãe: Nunca queiram ser professores num país que não valoriza a educação.” |
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