| Fim? |
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| Verónica Falcão - 10ºB | |
| 04-Jan-2010 | |
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Olhamos hoje para aquilo que nos envolve com uma certa nostalgia, depois de tantas vezes ouvirmos certezas que nunca se fundamentaram nos factos observados sobre os mais variados assuntos, mas, em particular, sobre o apocalipse. Sabemos, na verdade, que o fim está próximo, ou não fosse este o último ano da primeira década do século que presenciamos.
Referia-me eu ao final desta década, mas há, realmente, quem afirme e acredite veementemente que estamos perto de assistir ao termo do Mundo, que levaria inevitavelmente à morte da nossa espécie. Várias têm sido as teorias sobre o fim do local que nos acolhe há tantos milhares de anos; exemplo disso são as “profecias” que confirmavam isso mesmo para o início deste século, mais precisamente, o dia 1 de Janeiro de 2000. Desta vez, acreditam que o apocalipse está agendado para o dia 21 de Dezembro de 2012, facto apoiado por diversos profetas, civilizações, cientistas e religiosos. Um dos veredictos que mais tem influenciado esta crença é o calendário Maia, que afirma que a Terra tem 5 grandes ciclos, cada um com 5.125 anos aproximadamente. Segundo este, encontramo-nos na quinta era, tendo as outras quatro terminado em destruição, e a data para o final desta será a 21 de Dezembro de 2012. A profecia parece basear-se num alinhamento do Sol com o centro da nossa galáxia, fenómeno cósmico que ocorre a cada 26.000 anos. Outra das ideias mais aceites é que se verificará uma inversão dos pólos da Terra, gerada por distúrbios nos campos magnéticos do Sol, que resultaria em tormentas solares, acabando por afectar a polaridade do nosso planeta. A inversão imediata do campo magnético terrestre levaria a catástrofes diversas, como violentos terramotos, enormes tsunamis e a uma actividade vulcânica intensa. Fala-se, ainda, da hipótese da passagem de um astro (cometa ou planeta) perto da Terra; do projecto Web bot, que pesquisa os conceitos mais procurados e filtra a informação, de modo a fazer previsões sobre eventuais acontecimentos futuros (ganhou credibilidade ao antecipar catástrofes e atentados, como o furacão Katrina e a queda das Torres Gémeas em 2001), e prevê um evento catastrófico para Dezembro de 2012; ou ainda a entrada em erupção do supervulcão Yellowstone, que arrasaria metade dos Estados Unidos da América e afectaria o clima de todo o planeta; a invasão da Terra por extraterrestres; o retorno da Divindade Suprema (Deus) à Terra. Há, no entanto, quem defenda que esta data está associada ao fim da era, mas não ao fim do mundo, pelo contrário, dizem marcar o início de uma nova realidade, bastante diferente do cenário que agora vivemos. Deixando as especulações de lado, certo é que a nossa sociedade está, actualmente, a sofrer crises a vários níveis. Começando pela crise económico-financeira, passando pela superpopulação, o exagerado consumo de petróleo, as desigualdades sociais, a nova pandemia mundial e as mudanças climáticas, bem como tantos outros problemas do mesmo calibre, pode-se afirmar, sem sombra de dúvida, que se continuarmos a agir do mesmo modo nos próximos tempos, teremos um futuro pouco promissor. De volta à questão do tão falado fim do Mundo, é importante perceber que o medo transcende a grande massa de pessoas, levando-as a “consumir” este tipo de notícias. Depois, vem o lado mediático que apenas se aproveita do receio da raça humana para vender, ou não houvesse já mais de uma dezena de livros sobre o tema e até mesmo um filme, com o evidente exagero típico de Hollywood. Houve sempre alguém a prever que o fim iria chegar em breve, afinal é isso que dá importância à nossa era, ao tempo em que vivemos, ao afirmar que o mais terrível e exclusivo acontecimento acontecerá connosco a assistir e é também uma maneira de fazer o ser humano dar valor à vida que se mostra demasiado curta e que, quando se vê ameaçada por um fim próximo, tenta realizar tudo quanto até aqui adiava. Há que, sobretudo, ter bom senso e não se deixar impressionar por profecias que, por vezes, nada mais são que isso mesmo. Talvez no dia 22 de Dezembro de 2012 ainda possamos dizer se este foi, de facto, mais um vaticínio errado, que nos fez temer o fim daquilo que permanecerá como o vivíamos antes, ou não… |
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