| AE em directo |
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| Joana e Rita Teixeira - 10ºB | |
| 25-Jan-2010 | |
![]() Outra presença – Depois de tanto tempo na Associação de Estudantes, achas que ainda podes dar algum tipo de novidade à escola, divulgar mais as coisas que já são feitas e até ter novas iniciativas? João Tiago – É assim, como presidente da Associação de Estudantes, considero que temos levado a cabo todas as actividades que nos propusemos; acho que agora temos ideias inovadoras, como, por exemplo, o desfile, a bênção dos finalistas feita por nós, um inquérito onde vamos apurar o contentamento de todos os alunos e ouvir as suas opiniões e sugestões e também vamos fazer uma exposição para divulgar o trabalho dos deficientes da ASCUDT. O. P. – Consideras que a campanha eleitoral com a lista J foi amigável? Margarida Correia – Sim, nós tivemos alguns conflitos durante a campanha, como é do conhecimento geral, mas com a lista J não tivemos implicações. Foi mais por parte de docentes, com os quais tivemos alguns problemas com o desenvolvimento daquilo que tínhamos previsto. Mas penso que no fim, no dia das eleições, ficámos todos amigos, eles deram-nos os parabéns e correu tudo bem O. P. – Para a lista, o que é que representa a vitória? J. T. – A vitória foi uma recompensa por todo o esforço que nós tivemos a preparar esta campanha. Queríamos voltar a ganhar, pois sabíamos que éramos mesmo nós que tínhamos que ganhar, porque a outra lista não iria estar ao nosso nível. O. P. – E então consideras que a experiência de três anos fez com que vocês ganhassem confiança, de certa forma… J. T. – Sim, porque, como disseste, estes anos de experiência a trabalhar com os mesmos alunos, fazem com que saibamos aquilo que as pessoas querem. E é assim, este ano estamos a esforçar-nos muito para que os alunos de 7º e 8º anos nos conheçam, e também para sabermos aquilo de que eles gostam e lho podemos dar. O. P. – Como já disse, a lista S tem pessoas de várias idades. Todas as pessoas têm contribuído para a lista da mesma forma ou algumas esquivam-se e só aparecem na altura da campanha? J. T. – Podemos dizer que a direcção tem um papel fundamental no desempenho das funções, porque é o órgão que dá as ordens e que toma as iniciativas das actividades; depois há várias comissões, a do desporto, a das festas, a dos finalistas, às quais nós damos trabalho e depois interagimos entre nós para planear e concretizar as actividades. O. P. – Sentem-se, então, apoiados por toda a comunidade escolar, desde o sétimo ao décimo segundo ano. Embora não conheçam tão bem os mais novos, acham que eles vos apoiam e cooperam quando tentam aproximar-se deles? J. T. – Sim, acho que tudo parte do ponto em que os alunos de sétimo ano de escolaridade chegam à nossa escola e pensam que os alunos mais matulões do secundário se vão meter com eles e ficam logo um bocadinho mais retraídos no lugar deles. E se formos nós a dar o primeiro passo, as coisas correm muito melhor. Em relação ao apoio da comunidade escolar, nos primeiros anos em que formámos a lista, toda a gente nos via como criancinhas, não éramos muito apoiados pelo Conselho Executivo nem pelos professores, porque ninguém nos levava a sério, mas agora temos demonstrado que estamos a evoluir, que estamos a crescer, que estamos a trabalhar bem e, por isso, neste momento estamos a receber mais apoio, tanto da Direcção da escola como dos professores, do que o que recebemos há uns anos atrás. Os alunos aderem às actividades que nós fazemos, a Direcção agora tem-nos ajudado, mas, mesmo assim, a sua ajuda ainda fica um pouco aquém daquilo que merecemos, porque somos uma associação de referência entre as três escolas, e acho que deviam ajudar-nos um pouco mais com fundos que às vezes são necessários para realizar as actividades. O. P. – Será que depois de os mais velhos da lista saírem da escola a lista vai continuar, há pessoas que vão dar a cara pela lista? J. T. – A lista S é um projecto que se iniciou com pessoas que já não estão nesta escola, e nós demos continuidade. Esperamos que outros membros de anos inferiores aos nossos possam fazer o mesmo: sigam as ideias e os nossos ideais como tem sido até aqui. O. P. – Achas que as vossas actividades até aqui foram bem sucedidas? M. C. – Sim, nós por vezes temos algumas dificuldades em captar a atenção dos alunos, como foi o caso do casting que realizámos para organizar um desfile que terá lugar neste período. Mas depois, no dia, ainda houve algumas inscrições. No caso do inter-turmas, por exemplo, este ano tomámos a iniciativa de pagar tudo, pois o ano passado foi impossível realizá-lo, e neste caso acho que a comunidade escolar adere toda. O. P. – A solidariedade surgiu este ano na vossa campanha e nas vossas actividades. Como é que surgiu esta ideia e que papel é que tem nas vossas actividades? M. C. – É assim, na campanha, fomos acusados de só fazermos festas, só que as pessoas não sabem que as festas são o nosso único rendimento, é a única forma que temos de arranjar lucros para podermos fazer actividades. E para as pessoas não pensarem que as festas são só para angariar fundos para a lista, decidimos que nos íamos juntar a uma causa social, para angariar fundos para causas nobres. O. P. – A associação de estudantes, neste momento, não tem um sítio fixo para se reunir. Achas que isso tem consequências no vosso trabalho? J. T. – Claro que tem, pois nós não temos um espaço próprio para ter estas entrevistas, reuniões, não temos espaço para guardar o nosso material que nos faz falta, mas vamo-nos aguentando; a Direcção vai-nos ajudando e cedendo salas para nos reunirmos, o que é bom. O. P. – A escola está a ser remodelada neste momento. A AE vai ter uma sala nas novas instalações? J. T. – Sim, pensamos que sim; já nos foi mostrado o sítio onde provavelmente irá ficar a associação. Penso que vai ser mobilada pela Direcção, mas depois vamos fazer algumas alterações e esperamos que todos gostem daquilo que vamos escolher, porque vamos tentar tornar aquele lugar num espaço mais alegre e “fashion”. O. P. – Considerando que os vencedores das outras escolas têm estado em parceria com a vossa lista, achas que isso tem sido benéfico para conseguir uma melhor viagem de finalistas e um melhor baile de finalistas? M. C. – Claro. Fora da escola, reunimo-nos quase de duas em duas semanas com as direcções das outras associações de estudantes, para que haja mais convívio entre os alunos das três escolas. Como estamos em Bragança e para não haver várias opções de escolha, tentamos arranjar apenas uma opção, pois assim é melhor para todos, para haver mais convívio. E se tivermos as três escolas juntas, é mais fácil receber apoio do que se for só uma escola a pedir. Por exemplo, a Câmara Municipal dá-nos mais apoio se forem as três escolas a pedir. O. P. – Foi inaugurada neste momento uma nova rádio escola, que era inicialmente um projecto da Associação de Estudantes. De que forma é que a associação está ligada a este projecto? J. T. – A rádio escola é um projecto da disciplina de Área de Projecto nesta escola, mas podemos dizer que ainda é um pouco nossa, porque fizemos um acordo (ou uma parceria) no qual eles se disponibilizavam a divulgar todas as actividades que nós lhes propuséssemos. Três das pessoas que estão envolvidas neste projecto já faziam parte da comissão da rádio da nossa lista, logo, aquilo é como se fosse nosso. O. P. – O que é que vocês pensam do jornal Outra Presença? J. T. – O jornal OP é um jornal muito dinâmico, que desempenha bem a sua função, que divulga todas as actividades da comunidade escolar. É muito interessante e também é muito bom sabermos que temos um dos melhores jornais escolares do país, aqui na nossa escola. Apenas tenho um defeito a apontar, que foi o facto de ter ido ver ao site um artigo publicado pela Diana Malhão, aquela que foi a minha adversária nas eleições. Acho que não é de senso comum terem publicado um artigo a falar das eleições nas quais ela era cabeça de lista. E um artigo onde muitas das coisas que lá estão não correspondem à verdade, como por exemplo referir que nós fomos apoiados politicamente. Não fomos e também ninguém viu nenhum logótipo nem nenhum apoio de um partido político na nossa campanha. O. P. – Gostavas que a associação tivesse um papel activo no jornal Outra Presença? J. T. – Sim, é claro que sim, teria muito gosto em que houvesse um cantinho especial para publicar todas as actividades e as novidades da Associação de Estudantes, no jornal considerado o melhor do país. Agora basta chegar a um acordo entre a Associação e a Direcção do jornal da escola. |
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