| Áreas Curriculares não Disciplinares |
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| Diana Malhão - 10ºB | |
| 14-Jan-2010 | |
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As horas do nosso (des)contentamento(II) ![]() Horários alargados, intervalos reduzidos ou aumentados, disciplinas eliminadas e outras acrescentadas, programas alterados, métodos de aprendizagem dinamizados, inserção tecnológica aprovada... Aprendemos, gradualmente, a adaptar-nos a todo um conjunto de modificações que, de uma forma ou de outra, acabaram por marcar diferença no meio educacional, principalmente por terem constituído uma forte modificação na rotina de alunos e professores.
A educação e todas as alterações que a têm vindo a acompanhar revelaram-se um forte alvo de crítica por parte deste chamado lado pessimista da sociedade, que teima em apontar única e exclusivamente os aspectos menos agradáveis de qualquer inovação. Mas num passado relativamente recente, o meio educativo abstraiu-se de tudo isto e deu força maioritária àquilo que considerou uma prática dinâmica e incentivadora do estudo: o aparecimento de áreas curriculares não disciplinares. Porque se antes o essencial à aprendizagem do educando eram sobretudo as disciplinas baseadas nos números e nas letras, hoje dá-se importância não só ao desenvolvimento intelectual do aluno, mas também às suas competências enquanto cidadão e à sua formação em termos de relacionamento com o outro. Foram as principais razões que levaram a que disciplinas como Área de Projecto, Estudo Acompanhado e Formação Cívica entrassem na vida estudantil de ensino básico e adquirissem um lugar fixo no seu horário. Como é dito popularmente, “não há belo sem senão” e se, neste caso, o belo pode ser considerado o papel fundamental que este tipo de áreas curriculares tem relativamente ao aluno, a sobrecarga horária desnecessária trazida por estas tem vindo a ser considerada o pior senão. Mas é fundamental salientar que se a escola é o berço de qualquer indivíduo, preparando-o para o futuro e levando-o a optar pela melhor hipótese com ajuda dos conhecimentos adquiridos durante o seu percurso lectivo, então não se deve incidir apenas no intelecto do mesmo mas também no seu lugar em termos cívicos e, sem dúvida, este tipo de disciplinas tem o seu quê de utilidade no que toca a civismo, formação e capacidade de cooperação. Com uma aula por semana em que os alunos são educados de forma a interagir permanentemente com os colegas, a cooperar entre si, a distribuir tarefas e a exercer cada uma delas com o grande objectivo de, no final de um período de tempo preestabelecido, ter um trabalho completo para apresentar colectivamente à turma, só se pode concluir que, acima de tudo, os alunos adquirem capacidade metódica de realização de tarefas, uma distribuição do tempo melhorada, uma relação com o outro muito mais altruísta e virada para o mundo exterior. Para além disso, há ainda a questão de cidadania, essencial na vida de qualquer um, o lado cívico que nos leva a agir correctamente em cada situação com a qual nos deparamos e que nos faz pessoas cada vez melhores, à medida que o fazemos enquanto elementos da sociedade. É assim que entra a disciplina de Formação Cívica que, por muito que se negue, melhora a todos os níveis o nosso desempenho enquanto alunos e cidadãos. E, finalmente, Estudo Acompanhado… porque é fácil para quem tem posses monetárias ter como suplemento de aprendizagens explicações extra-escola, mas difícil para quem não se possa dar a esses luxos e por isso sofra as consequências a nível dos conhecimentos adquiridos nas aulas diárias. Desta forma, ter um bloco inserido no horário escolar onde se possa tirar dúvidas a qualquer disciplina, organizar o seu estudo e relembrar as aulas já esquecidas não é, de qualquer forma, uma perda de tempo, mas sim um ganho no desempenho escolar. Muitos alegarão que estas áreas são dispensáveis, mas é evidente que haverá sempre controvérsias a este nível e continuarão a existir opiniões mais ou menos fundamentadas acerca dos benefícios ou malefícios que a ocupação do nosso horário com este tipo de disciplinas poderá trazer para um futuro. Resta-nos apoderarmo-nos daquilo que nos é servido e utilizarmo-lo apenas para o nosso crescimento tanto intelectual como cívico. |
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