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Sismo do Haiti - a Terra no seu pior PDF Imprimir e-mail
Alunos do 10ºA   
16-Fev-2010
No nosso sistema solar – e talvez em todo o Universo – a Terra é um planeta raro, tantas são as condições únicas que tem e que propiciam a existência de uma grande diversidade de seres vivos, mas, talvez para fazer ver ao género humano a sua insignificância ou apenas para mostrar a sua grandiosidade, de vez em quando, o nosso belo e maravilhoso planeta decide “estrebuchar” relembrando que não está geologicamente morto.
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(Alunos envolvidos no peditório)
Estes acontecimentos, por mais avanços tecnológicos e científicos que o Homem tenha ao seu dispor, continuam a ser imprevisíveis e a causar danos em locais que de si já têm condições de vida precárias. Desta vez aconteceu no Haiti.
O Haiti situa-se entre a placa das Caraíbas e placa Norte-Americana, num limite transformante (as placas deslizam lateralmente uma em relação à outra, mas sem ocorrer subida ou descida de qualquer das placas da falha) e conservativo (não há formação ou destruição de crusta).
No dia 12 de Janeiro, às 16:53:09 no local (21:53:09 em Lisboa), o Haiti foi sacudido por um sismo de magnitude 7,0 (a magnitude é uma grandeza calculada matematicamente que mede a quantidade de energia libertada no hipocentro) na escala de Richter (esta escala apresenta um máximo de 9). Roger Searle, professor de geofísica na Universidade de Durham (Reino Unido), comparou a energia libertada pelo terramoto no país caribenho com a explosão de meio milhão de toneladas de TNT e 35 vezes mais potente que a bomba de Hiroxima.
 Este sismo formou-se devido à acumulação de tensões tectónicas. Isto provoca deformação dos materiais rochosos à medida que a energia é acumulada. Quando a tensão aplicada ultrapassa o limite de resistência do material, ocorre uma superfície de ruptura, ao longo da qual ocorre um movimento brusco com libertação de energia. A energia libertada propaga-se na forma de ondas sísmicas profundas (ondas P e S), que ao chegar à superfície originam ondas superficiais (ondas L e R), que provocam a destruição das construções e as consequentes perdas de vidas humanas.
Este sismo teve o seu epicentro (local da superfície onde o sismo é sentido com maior intensidade e que fica na vertical do local onde se liberta energia – hipocentro) a 16 km da capital, Port-au-Prince, a 10 km de profundidade e a 3 km da falha.
Além do abalo principal, têm sido registadas várias réplicas de magnitude elevada (5 e 6), que destruíram completamente as frágeis construções que resistiram ao abalo principal (o de magnitude 7). Isto acontece quando o abalo principal não liberta toda a energia acumulada e a sua libertação vai continuando ao longo do tempo, provocando as réplicas.
O número de vítimas mortais não pára de aumentar e talvez não se chegue nunca a saber o número exacto. É também muito elevado o número de feridos e desalojados; há zonas onde as construções foram completamente destruídas e por isso estima-se que a intensidade (mede os estragos provocados) do sismo será de X ou XI na escala de Mercalli modificada. Recorde-se que o Haiti é um dos mais pobres países do mundo, com a grande maioria da população a viver abaixo do limiar da pobreza. Os bairros de lata em redor de Port-au-Prince são tristemente famosos pelas suas dimensões e densidade populacional. O Haiti é ciclicamente afectado por desastres naturais.
Nestas alturas a humanidade revela também o que tem de melhor e todos os países têm tentado ajudar. Esperamos que os sobreviventes consigam superar este desastre e conseguir uma vida melhor. Nós também demos um pequeno contributo no peditório que decorreu na nossa escola, organizado pela Cruz Vermelha, tendo-se angariado 695 euros.
 
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