| Exposição - o Euro, a nossa moeda |
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| Lurdes Bento (coordenadora do Clube Europeu) | |
| 09-Dez-2009 | |
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O Clube Europeu organizou visitas de estudo para os alunos do 3º.Ciclo, Turma de Imigrantes e EFA 1 – NS/DC – à Exposição “O Euro, a nossa moeda”, que esteve patente ao público de 26 de Outubro a 12 de Novembro de 2009, no Piso 1 do Bragança Shopping, e que foi promovida pelo Centro de Informação Europe Direct de Bragança.
As visitas das referidas turmas decorreram entre os dias 28 de Outubro e 5 de Novembro em diferentes tempos lectivos, nas aulas das disciplinas de Área de Projecto, Estudo Acompanhado, Formação Cívica, Português para Estrangeiros e Sociedade Tecnologia e Ciência (EFA – DC). Os alunos, acompanhados por professores das turmas, deslocaram-se ao Bragança Shopping, mais propriamente ao Piso 1, onde foram recebidos por responsáveis do Centro Europe Direct, para uma visita guiada à exposição, as quais explicaram que era uma Exposição Itinerante promovida pela Representação em Portugal da Comissão Europeia, com o objectivo de manter informados os cidadãos europeus à medida que a União Monetária cresce. A Exposição “O Euro, a nossa moeda” foi inaugurada em 4 de Junho de 2007, em Bruxelas, para marcar o 10º aniversário do euro, que se comemora em 2009. A exposição estava organizada em diferentes tópicos: O Euro – informações gerais; Que benefícios é que o Euro nos trouxe?; As moedas de Euro – unidade na diversidade; As notas de Euro – épocas e estilos da Europa. O primeiro tópico lembrava o longo caminho percorrido pela moeda única: foi consagrada como um objectivo no Tratado de Maastricht, em 1992, tendo o Banco Central Europeu sido criado, em 1 de Junho de 1998, para a condução da política monetária, com vista à manutenção da estabilidade dos preços. De moeda virtual, em 1999, tornou-se, pela primeira vez, moeda fiduciária, nos bolsos dos cidadãos, em 2002. O dia 1 de Janeiro de 1999 assinala a data em que onze países da União Europeia estabeleceram as taxas de conversão irrevogáveis entre as respectivas moedas nacionais e o euro e criaram uma união monetária com uma moeda única, dando origem ao nascimento do euro. As notas e moedas do euro entraram em circulação, em 1 de Janeiro de 2002, em 12 países (Bélgica, Alemanha, Grécia, Espanha, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Áustria, Portugal e Finlândia); em 2007, a Eslovénia foi o primeiro dos novos Estados-Membros que adoptou o euro; Malta e Chipre aderiram, em 2008; e a Eslováquia tornou-se o 16º membro do euro, em 1 de Janeiro de 2009. O objectivo da União Económica e Monetária e do euro é permitir um melhor funcionamento da economia europeia, contribuindo com mais emprego e prosperidade para todos os cidadãos europeus. Dentre os benefícios do euro, é de destacar os seguintes: a estabilidade da moeda; a baixa inflação; a transparência dos preços; a poupança, mercados financeiros mais integrados, uma economia maior, maior área de comércio internacional; uma identidade europeia. Na Primavera de 1996, o Conselho informal do ECOFIN, reunido em Verona, decidiu que a face das moedas do euro teria um desenho europeu e a outra um desenho nacional. Competia à Comissão Europeia escolher a face comum, e aos Estados-Membros a liberdade da adopção da face nacional. A face europeia das moedas resultou de um concurso de desenhos em 1996, em todos os Estados-Membros, à excepção da Dinamarca, e o vencedor foi Luc Luycx, um designer gráfico da Casa da Moeda Belga. A face comum das moedas de euro apresenta variações do mapa da União Europeia, num fundo de linhas paralelas que unem as 12 estrelas da bandeira da União Europeia. As moedas de 1, 2 e 5 cêntimos mostram a posição da Europa no mundo e as moedas de 10, 20 e 50 cêntimos representam a união como um grupo de nações. As moedas de 1 e 2 euros exibem uma Europa Unida sem fronteiras. Em Junho de 2005, os ministros do ECOFIN tomaram a resolução de alterar a face comum das moedas, em virtude de a União Europeia ter sido alargada em 2004. Portanto, cada país podia decidir quanto à escolha do desenho e alguns optaram pela representação do mesmo desenho em todas as moedas (por exemplo, a Bélgica); um desenho diferente para cada moeda (por exemplo, a Itália); nos países de Monarquia Constitucional – Bélgica, Espanha, Países Baixos e Luxemburgo –, a face nacional exibe normalmente a efígie do monarca, muitas vezes com o desenho da antiga moeda. Os visitantes puderam verificar que alguns países exibem motivos mais estilizados, tais como monumentos ou outros símbolos nacionais. Todas as moedas devem incluir as doze estrelas que simbolizam a união e a data da cunhagem. Quanto às notas de euro, foi explicado que em 1996, elas foram desenhadas por Robert Kalina, do Osterreichische Nationalbank, subordinadas ao tema “épocas e estilos da Europa”. Os desenhos das notas (5€, 10€, 20€, 50€, 100€, 200€ e 500€) reproduzem os estilos arquitectónicos de sete períodos da história cultural europeia – o clássico, o Românico, o Gótico, o Renascentista, o Barroco e o Rococó, a época da arquitectura de ferro e vidro e a arquitectura moderna do séc. XX, respectivamente – com destaque para três elementos arquitectónicos principais: janelas, pórticos e pontes. Por conseguinte, os desenhos aliam o desenvolvimento histórico à tecnologia, arte e comunicação. No que diz respeito à frente de cada nota, é de realçar o espírito de abertura e cooperação representado pelas janelas e pórticos, os quais simbolizam o nascimento de uma nova Europa que não esquece a herança cultural comum e o futuro conjunto no terceiro milénio. No que concerne ao verso das notas, cada uma delas exibe uma ponte típica de cada época do desenvolvimento cultural da Europa, desde o império romano até à era actual. Servem de metáfora para a comunicação entre os povos da Europa e entre a Europa e o resto do mundo. Todas as notas de euro têm em comum: a bandeira europeia; as iniciais do Banco Central Europeu em cinco variantes (BCE, ECB, EZB, EKT, EKP); um mapa da Europa no verso; a palavra “euro em caracteres dos alfabetos latino e grego; as 12 estrelas da UE; a assinatura do actual presidente do BCE. No final das visitas, foi oferecida documentação relativa à exposição e à União Europeia, e os visitantes que o desejassem poderiam escrever as suas impressões sobre a exposição num livro de registos. Além disso, foram fornecidos, pelo secretariado de apoio à exposição, inquéritos a preencher pelos alunos e professores. O Clube Europeu divulgou a realização da exposição junto de toda a comunidade escolar, e julga ter contribuído para que os alunos ficassem esclarecidos sobre as diferentes moedas nacionais e as notas, a história e os benefícios do euro e a sua importância na nossa vida quotidiana. |
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