| Olhar o passado, construir o presente, preparar o futuro |
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| Eng. António Jorge Nunes, Presidente da Câmara Municipal de Bragança | |
| 29-Jan-2010 | |
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Felicito a Coordenadora do Jornal Outra Presença por, nas orientações editoriais assegurar a reflexão sobre o passado de Bragança, os contrastes e transformações, garantia de melhor construirmos o futuro.
Bragança uma das mais antigas cidades de Portugal orgulha-se da sua história, da identidade forte e valentia sempre presentes. História construída ao longo de milénios, feita muitas vezes em situações de adversidades extremas, por povos confiantes que aqui se radicaram e que em cada geração procuraram acrescentar o legado herdado. O contributo da nossa terra na última década em que no país se registam indicadores desfavoráveis, na economia, nas desigualdades sociais, nas assimetrias territoriais, no endividamento e dependência externa, pode assumir-se como positivo. Em Bragança, na última década foram concretizadas transformações de significativa expressão, tanto no crescimento urbano, feito com qualidade ao nível do planeamento do espaço público urbano e do edificado, promovendo a harmonia e a boa imagem. A cidade cresceu tendo sido construídos cerca de 4000 novos fogos, com capacidade para alojar 12500 pessoas. O município dispõe de instrumentos de planeamento eficazes de que não tinha como seja: Plano de Urbanização, Plano de Pormenor do Centro Histórico, Plano Verde da Cidade, Plano Estratégico de Mobilidade Urbana, Plano estratégico da Eco-Cidade, Agenda 21 Local. A cidade, soube de forma equilibrada ganhar atractividade, modernidade e qualidade de vida, preservar o Centro Histórico, reforçar a atractividade regional, construir a imagem de cidade verde, amiga do ambiente. A qualidade e a boa imagem, são referenciadas em várias avaliações externas, pelos residentes e por quem nos visita. A cidade acolheu população e actividades sócio económicas, destacando-se a evolução no ensino superior, o crescimento e modernização do comércio, o crescimento da actividade industrial com perfil vincadamente exportador, nas áreas da metalomecânica (área em que no ano de 2009, duas empresas de Bragança ganharam a nível nacional o primeiro prémio, na categoria das grandes empresas e das pequenas e médias empresas), e agro-alimentar, o que permitiu que Bragança assuma posição maioritária ao nível das exportações em Trás-os-Montes. Na área do turismo registou-se um grande crescimento, proporcionado pela promoção externa, pela maior oferta em termos de capacidade hoteleira, que triplicou neste período, o que favoreceu a realização de congressos e a captação de novos fluxos turísticos. A cidade dotou-se de adequadas infra-estruturas nomeadamente de saneamento básico. Os esgotos corriam a céu aberto e eram lançados para o rio Sabor e para o rio Fervênça, que era um foco de poluição dentro da cidade. Para resolver este grave problema, foram construídos colectores e emissários de transporte e estações elevatórias, concentrando os esgotos numa moderna estação de tratamento, o mesmo aconteceu na maioria das aldeias. A limpeza urbana era muito insuficiente, o lixo estava um pouco por todo o lado e era depositado em lixeiras a céu aberto, que foram seladas. Hoje a cidade é um exemplo na limpeza urbana e no tratamento e valorização dos lixos urbanos. Ao nível dos espaços verdes, verificou-se um ciclo intenso de construção de espaços verdes, tendo a área verde crescido onze vezes relativamente ao existente, destacando a plantação de mais de 15 000 árvores e a construção de espaços verdes de referência como, os separadores das avenidas, os parques do Eixo Atlântico, Bartolomeu de Gusmão, Braguinha, corredor do Fervênça e parte da envolvente do Castelo, envolvente da Catedral e da Estação Rodoviária e muitos outros espaços em novas urbanizações. Nos transportes e na mobilidade as transformações foram muito significativas, com a construção de uma moderna estação rodoviária, criados os transportes urbanos na cidade, com veículos amigos do ambiente, parques de estacionamento subterrâneo e de superfície, a construção do túnel da estação, de modernas avenidas, como a das Forças Armadas, Cidade de Léon, Luciano Cordeiro, General Humberto Delgado e requalificação da Av. Cidade de Zamora, dotadas de número significativo de elementos escultóricos. No âmbito do abastecimento público e apoio ao desenvolvimento económico, foram criadas e ampliadas as áreas de acolhimento industrial e construídos novos equipamentos ligados ao abastecimento público, como seja o Mercado Municipal, o Matadouro e a Casa do Lavrador, criadas novas iniciativas como as feiras de caça e pesca, da castanha e adquirido espaço para instalação definitiva das feiras mensais. Sob o lema “ no respeito pelo passado, construir o futuro”, na área da cultura e do património, foi escrita uma das mais expressivas páginas da gestão municipal, com a construção de novos equipamentos culturais e educativos como seja: o Teatro Municipal, Biblioteca Municipal, Biblioteca Adriano Moreira, Conservatório de Música, Centro Ciência Viva, Museu Ibérico da Máscara e do Traje, Centro de Arte Contemporânea, Cybercentro; Centros Escolares. O município não dispunha de serviços culturais estruturados, de agenda cultural, de capacidade editorial, nem de projectos culturais de referência, situação evoluiu muito. Sob o lema “alma sã em corpo são”, foram promovidos e apoiados vários projectos de formação e promoção desportiva, construídos modernos equipamentos desportivos (piscinas cobertas e pavilhões municipais, parques de desportos radicais, parques infantis e para a terceira idade), ciclovias em construção e diversos programas orientados para o bem-estar e a qualidade de vida. Ao nível da Rede Social, o município contribui de forma significativa para a construção de diversos equipamentos sociais, tendo o concelho saído muito fortalecido em termos da solidariedade, da coesão social e do voluntariado. Bragança tem sabido vencer o isolamento em que a fronteira num determinado período da História nos colocou. O crescimento da actividade económica, do ensino superior, a melhor organização das Instituições, a qualidade urbana, a oferta e criatividade cultural apoiada em bons equipamentos culturais e o incremento de relações sociais económicas e políticas com cidades fronteiriças, como Zamora, León, Salamanca e Valladolid, são o testemunho e prova de querer e cidadania que alavancam a confiança no futuro da nossa terra, futuro que não está garantido só pela forte História e Identidade que a caracteriza, mas também pelo empenho de cada geração, que no seu tempo se obriga a acrescentar ao legado que outras nos transmitiram e por isso cada um de nós, podendo exigir da comunidade, obriga-se também a colocar todo o seu saber e disponibilidade ao serviço do interesse comum. |
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