| Teatro Municipal |
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| Helena Genésio, Directora do Teatro Municipal | |
| 10-Fev-2010 | |
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O palco das artes e a nova forma de estar de um público emergente Investir na construção de um Teatro é dar lugar nobre à cultura, é investir na educação e na formação dos cidadãos porque cultura é educação e a educação é a pedra de toque de uma sociedade mais coesa, mais forte, mais justa, porque cultura é também uma forma, e talvez a mais nobre, de diálogo entre os povos. ![]() Graças a uma verdadeira política cultural defendida pelo governo de António Guterres e sob a tutela do então ministro da cultura António Maria Carrilho foi criada a Rede Nacional de Teatros dotando todas as capitais de distrito de um espaço de excelência preparado para receber todas as artes de palco. É neste contexto que se dá início à construção do Teatro Municipal de Bragança, inaugurado a 31 de Janeiro de 2004. A construção do Teatro Municipal para além de dotar a cidade de uma estrutura cultural de referência veio satisfazer a procura e o consumo de bens culturais; criar públicos; atrair grupos sociais diversos; proporcionar qualidade de vida aos cidadãos traduzida na fruição cultural. Acreditamos que a existência do Teatro Municipal de Bragança tem vindo a alterar a atitude dos bragançanos em relação ao consumo dos bens culturais; o Teatro como espaço de convívio, de fruição, de cultura, é já uma realidade do quotidiano de muitos. Hoje a fruição de bens culturais está mais próxima dos cidadãos; o acesso à cultura descentralizou-se, democratizou-se. A rede nacional de construção e recuperação de Teatros Municipais no país abriu a possibilidade de existência de espaços para a cultura acontecer, mas o trabalho não termina aqui; é preciso viabilizar esses espaços criando condições para que neles o público encontre a verdadeira cultura que como diz Eduardo Prado Coelho “é aquela que ajuda cada um de nós a tornar-se aquilo que é e que não procura fazer que cada um continue a ser aquilo que já era”1. A aposta foi e é na qualidade e na diversidade de propostas cujo objectivo foi / é formar públicos, educar públicos para num momento seguinte os fixar. Não há um público para o Teatro há sim uma diversidade de públicos e cumpre-nos programar actividades que vão de encontro a esses públicos oferecendo-lhes propostas capazes de os envolver, de os seduzir de os motivar para que entendam esta casa como sua. Este sentido de pertença vai-se construindo e para que aconteça é fundamental a existência de um serviço educativo de qualidade, um trabalho efectivo e continuado com as escolas dos diferentes níveis de ensino, com os agentes culturais da região, com a comunidade em geral2. Entendemos, desde a primeira hora, que a programação tem de ser rigorosa e exigente pautando-se pela qualidade. Só assim a cultura tem sentido e só assim será veículo de formação e educação. Não deveremos cair no fácil nem no comercial sem qualidade, escolheremos o caminho mais difícil mas também o mais seguro3. Acreditamos que a música, o teatro, a dança, as artes de palco em geral têm um papel activo na construção de uma sociedade melhor, que assenta na formação e educação de públicos, particularmente públicos jovens, onde a semente cultural lançada hoje dará o seu fruto amanhã. Estamos convictas da indiscutível importância das artes e do seu papel na preservação da diversidade cultural, no desenvolvimento da criatividade e do espírito crítico, do espírito de iniciativa. O nosso mais nobre objectivo é que o Teatro Municipal de Bragança se transforme num lugar onde as pessoas se sintam bem, assumam esse espaço como um espaço colectivo de prazer, de fruição, de cultura. Só esta relação com o espaço dará ao Teatro a sua personalidade exemplar. |
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