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Como não me enquadro na minha juventude niilista em termos ambientais e a minha veia anarca aprecia o lema, hoje perdido, “Morte ou Glória”, feito famoso pelo punk rock de setenta, fui com as letras “There’s no planet B” impressas ao peito até à Praça da Sé, onde decorreu às 17 horas do dia 27 de outubro a manifestação internacional pelo ambiente, organizada pela "Parents for Future" e que conseguiu arrecadar a módica quantia de cerca de 50 participantes.

Tal como o costume português manda, o pessoal foi chegando atrasado e aos poucos mas, ainda assim, com muita vontade de fazer barulho. Barulho, que, aliás, foi pouco, uma vez que a única estratégia que tomamos para erguer a nossa voz contra os atos perversos e deploráveis praticados por empresas e governos foi cantar uma corruptela da Bella Ciao, cinco ou seis vezes, nas duas horas seguintes, quietinhos no lugar, debaixo da escultura de Zadok Ben-David. Não é que eu não ache que alguns portugueses não tenham vontade de reclamar ou energia para se levantarem do sofá, mas quanto à organização e divulgação de informação, a coisa aí falha um bocado. A Abade apenas tinha um quadradinho de papel colado e escondido na entrada do ginásio. Disto tudo resultou a raridade de gente do secundário e a abundância relativa de pessoal mais adulto e do IPB.

Mas verdade seja dita, ainda fizemos alguma coisa. Levantamos cartazes, escrevemos mensagens de protesto e conseguimos, espero, abrir um pouco os olhos a quem passou por lá. Claro que não faltou a campanha política para as legislativas, a aborrecer com aquela publicidade barulhenta de altifalantes de carrinha. Até acho esquisito como essa gente não se juntou a nós para dar a impressão que se preocupam, mas como o movimento era pequeno e isto não é Lisboa nem terra de comunas nem terra de coitadinhos dos animais, não tivemos Catarinas Martins nem Andrés Silva a meterem-se pelo meio.

Enfim, fomos dispersando e lá para as 7 acabámos com aquilo. A manif brigantina pelo ambiente terminou com o riso dos estorninhos que regressavam a casa.

Vestidos de branco (a maioria) e com tanta vontade de pôr “mãos à obra” que acordaram cedo num domingo, os jovens de Bragança que aderiram a este movimento encontraram-se à frente do Teatro Municipal, às dez da manhã, para libertar as ruas que pisamos todos os dias e que se encontram sufocadas de lixo, tendo recolhido a espantosa e, ao mesmo tempo, inquietante quantia de 1000 litros de lixo e 32 litros de beatas.

No dia 12 de maio, foi realizada, pelas turmas A, B e C do 8º ano de escolaridade, uma atividade subordinada ao tema “Proteção e Conservação da Natureza”, no recinto da feira.

No dia 21 de março, no âmbito da disciplina de ciências naturais, as turmas de 8º ano realizaram uma atividade relacionada com os dias Mundial da Floresta e da Água, que se realizam respectivamente a 21 e 22 de março, direcionada para alunos do 1º ciclo, que frequentam a escola Augusto Moreno, com o objectivo de partilhar os seus conhecimentos, reforçar ou sensibilizar os mais novos a modificar pequenos hábitos diários relacionados com a importância e proteção das florestas e da água. Pretendia-se, ainda, que a informação chegasse às suas famílias. 

 

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