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Dezembro de 2019

 

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(Re)leituras

A curiosidade, instinto de complexidade infinita, leva por um lado a escutar às portas e por outro a descobrir a América; mas estes dois impulsos, tão diferentes em dignidade e resultados, brotam ambos de um fundo intrinsecamente precioso, a atividade do espírito. (Eça de Queirós)

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A escola mudou. Estava em transformação e assistia preocupada ao avanço da epidemia no mundo e em Portugal. De repente, as portas fecharam-se, os alunos foram para casa e a escola reinventou-se.  O que mudou nas suas vidas? Como analisam a situação? O Outra Presença pediu aos alunos que refletissem sobre este momento e que partilhassem com os leitores as suas ideias sobre o mesma. Os textos desta secção são o resultado dessa reflexão e um retrato da juventude inquieta que assistiu pela primeira vez na sua vida a uma epidemia que lhes virou a vida do avesso. 

Há já bom tempo que o malfadado bichinho nos prendeu a todos com algo muito mais torturante e aterrador que qualquer escola ou trabalho: as nossas famílias. Segundo os resultados de um inquérito do Observatório de Políticas de Educação e Formação, quase dois terços dos alunos em quarentena querem regressar à escola. Sendo eu um desses alunos que já sente a falta dessa camaradagem estudantil e do simples facto de poder estar numa sala infestada de gente sem a possibilidade de ir desta para melhor, aqui está o resultado de demasiado tempo livre: um testemunho para a civilização futura ou para a anarquia que daqui resultar. Das duas venha o vírus e escolha.

No presente, o mundo está a atravessar uma crise sanitária, económica e pessoal causada pela Covid-19. Face à imprevisibilidade da pandemia e de todas as suas consequências, a humanidade tem lidado com obstáculos diários que só são possíveis de transpor recorrendo aos valores dos indivíduos.

Assim, a “peste negra” dos nossos tempos tem causado em todos um sentimento de angústia e vulnerabilidade, inerente à condição humana. No entanto, também faz parte da essência do Homem a sua consciência individual e coletiva; logo, para salvaguardar o bem comum a quarentena foi imposta com naturalidade.

 

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