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| 29-Nov-1999 | |
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Maio - 2010 Luísa Diz LopesQuanto vale um prémio, para lá da vertente material e quantificável que o acompanha? Motivo de orgulho, o reconhecimento público de um trabalho eleva a auto-estima, estimula o crescimento e a vontade de arriscar novos percursos e de fazer mais e melhor. E estes aspectos não são mensuráveis. Os pequenos grandes jornalistas do OP sabem que este reconhecimento não tem preço, mas vale muito. Quanto vale o mundo em que vivemos? Neste Ano Internacional da Biodiversidade, está é uma questão premente face às alterações que o mundo vegetal, mineral e animal tem sofrido. E porque a solução também está nas mãos de cada um e a cidadania se constrói nesta intervenção responsável, o OP apresenta um caderno especial dedicado ao verde, que aqui assume o sentido de cor da vida. Qual é o valor da liberdade? Num período em que se comemorou mais um aniversário do 25 de Abril, a reflexão sobre este valor fundamental da democracia e outros directamente relacionados com ele, como é o caso da expressão de ideias e a construção da responsabilidade individual, impõe-se sobretudo num espaço com uma importância fundamental na construção da cidadania como a escola. Quanto vale um ídolo eleito num concurso televisivo? São vários os concursos que a televisão apresenta com uma vertente sobretudo lúdica. Ídolos é uma das provas da popularidade deste tipo de programas. Com uma elevadíssima e crescente audiência, consagrou ídolo musical um jovem. Será que este sucesso é um passaporte válido para uma carreira de qualidade e de sucesso no mundo da música? O OP acompanhou a construção deste ídolo e reflecte sobre a importância deste tipo de sucesso. Quanto valem os testes intermédios? A importância deste instrumento de avaliação externa e interna é alvo de acesas discussões e críticas. A autonomia da escola na realização destes testes e no peso a atribuir a estas provas de exame na avaliação final do aluno é posta em causa pela disparidade que se verifica a nível nacional. Se há escolas que não aderem a esta modalidade de avaliação, outras atribuem-lhe um peso que vai dos 20% aos 100%. Que valor tem o estatuto do aluno? Consagra direitos e deveres, que estão longe de ser consensuais e que, sobretudo, não se sabe se efectivamente contribuem para a construção de alunos mais sérios, mais responsáveis, mais conscientes do seu papel na escola e na sociedade. Este número propõe uma reflexão sobre estes temas e ainda nos convida a uma viagem pelo verde, pelo palco do Teatro Municipal de Bragança e salas do Centro de Arte Contemporânea, pelas andanças do Parlamento dos Jovens, dos desafios de ciência, língua, literatura, geografia, xadrez e por outros espaços que os alunos ocuparam. Também o valor desta participação dos alunos na vida da escola não está calculado, mas vale muito. Referi-lo aqui é uma questão de justiça.
Fevereiro - 2010 Luísa Diz Lopes 2010 marca o início de uma nova década. Atentos à realidade do meio em que vivemos, não podemos deixar de ficar preocupados quando recebemos alguns sinais que sugerem que a crise em Bragança não tem uma faceta apenas económica. Maio 2009 Luísa Diz Lopes Este número assinala os 50 anos do jornal desta escola. Quisemos com ele recuperar a sua história, recordar aqueles que mais têm contribuído para a sua construção coordenando ou colaborando de forma continuada na sua elaboração e colocando, assim, este jornal no lugar que ele soube conquistar. Recuámos mesmo 50 anos e fomos ao encontro do seu progenitor, Hirondino da Paixão Fernandes, que habita em Coimbra desde 1974, data em que deixou o cargo de director da Escola e órfão o Presença, cuja publicação foi então interrompida até surgir o Outra Presença. Fez-se, então novamente jornalismo na Escola. Até hoje! O Outra Presença é a herança do Presença.. No cerne do seu nascimento estava a vontade de divulgar trabalhos elaborados por um grupo de alunos, de forma a estimulá-los para o exercício da escrita. Rapidamente saiu do âmbito da turma no qual surgiu e ganhou a dimensão da escola. Foi crescendo ora em formato, ora em número de páginas até se transformar em boletim/revista em 1967 e ser uma referência no panorama nacional. Espelho dos tempos, é fácil vislumbrar por trás de cada texto o retrato sócio-político do Portugal do Estado Novo, como o qual se rompeu há 35 anos. Uma revolução, um interregno e um novo regime político separam o Presença do Outra Presença, que em 2009 celebra 20 anos, mas, como o nome sugere, este soube continuar a obra do seu antecessor sem romper completamente com ele. A sua existência hoje depende, em parte, dessa capacidade de assimilar e transformar em vez de romper e renascer. Penso que o Outra Presença teve essa capacidade. Aqueles que têm liderado este projecto encaram-no sempre como algo que veio para ficar. O Outra Presença tem sabido olhar para trás e delinear o futuro a partir desse ponto. O mesmo fez o Presença. Por isso olhamos para trás e apercebemo-nos de uma evolução a dois tempos: o do Presença e do Outra Presença. Cada um deles soube encontrar o seu espaço e crescer. Entre um e outro está a revolução de Abril. Outro tempo, mas uma presença constante. Sabendo da existência deste percurso era imperioso conhecê-lo, o que não era tarefa fácil pelo facto de não existirem em arquivo exemplares do Presença. Lançámos um apelo para que nos ajudassem a recuperar esta história e fomos ouvidos. Hoje a Escola pode orgulhar-se de ter todos os exemplares (originais ou cópias) dos jornais que se publicaram neste estabelecimento de ensino nos últimos 50 anos. E é possível contar esta história. E é possível recuperar momentos, pessoas, tendências. È preciso, por isso, fazer justiça e agradecer a generosidade da Paula Minhoto, da Amélia Morgado, do Jorge Silva, do José Luís Gonçalves e do fundador do jornal, que forneceram estes exemplares, permitindo-nos realizar a exposição narrativa que pode ser visitada na Biblioteca e construir o Suplemento que é distribuído com esta edição e no qual organizámos cronologicamente edições e testemunhos. Na impossibilidade de nele figurarem todos os que contribuíram para a construção do jornal, convidámos os elementos das diversas equipas responsáveis pela publicação, os alunos que pertenceram ao Clube de Jornalismo ao longo dos últimos anos e outros cuja participação era contínua e tinha um carácter jornalístico. Este espaço pertence-lhes. Também recuperámos alguns momentos determinantes como transformações profundas ao nível do formato, logótipo, entrada no universo digital, ilustração, entre outras. 50 anos são centenas de pessoas. Pequenos e grandes jornalistas que fizeram a história deste jornal. Um jornal que tem sabido crescer em qualidade e quer verdadeiramente afirmar-se como espaço de intervenção colectiva. Os pequenos jornalistas que constituem o Clube, criado há seis anos, são uma parte determinante deste processo. A eles cabe assegurar que em cada ano o seu projecto de acção se cumpre, a eles se pede que sejam cada vez mais jornalistas e menos contadores de histórias. Mas esta tarefa não se esgota neles. O jornal deve a sua existência a muitos professores, funcionários, alunos, pais e outros elementos exteriores à escola que contribuíram com o seu tempo, reflexão e empenho para este projecto. Os nomes de todos quantos o ajudaram a crescer estão registados nos milhares de páginas que compõem o seu arquivo. O jornal é um apelo ବ intervenção. Por ele são os diversos intervenientes da comunidade educativa convidados a ser jornalistas, a exercerem o exercício da escrita, a observarem e relatarem. Os convites que, de início, são redobrados até receberem resposta deixam gradualmente de necessitar de repetição. O hábito de ver, ouvir, participar e relatar entranha-se e o apelo inverte-se: “Amanhã, há uma palestra. Podem tirar uma fotografia?”. E o jornalismo acontece nas Ciências Exactas, Sociais e Humanas, nas Línguas e nas Expressões, no Desporto, na Biblioteca e Centro de Recursos, na Educação Especial, no Centro Novas Oportunidades, na Associação de Pais. E o vazio deu lugar ao rodopio. O jornal veio para ficar e é um dos rostos desta escola. Por isso é com satisfação que se publica esta edição especial, que se preparou uma exposição narrativa dos 50 anos do jornal e que se organizou um encontro comemorativo.Em nome desta equipa um sincero agradecimento a toda a comunidade educativa. Jan-09 Luísa Diz Lopes Não fosse a agitação, a indecisão, a revolta e o descrédito que as recentes medidas educativas trouxeram e este ano lectivo seria vivido como especial por esta comunidade educativa, porque efectivamente ele traz eventos que o tornam mais único do que os anteriores.
Jun - 08 Luísa Diz lopes Quero acreditar que depois do dia em que o vídeo da vergonha teve público, a perspectiva dos agentes educativos com capacidade de decisão sobre o futuro da educação e das escolas deste país mudou. A imagem provou novamente valer mais do que mil palavras e surgiu como uma bofetada tornando visível aquilo que muitos procuravam escamotear: a indisciplina é uma realidade; a tecnologia colada aos jovens nem sempre é bem usada; a Internet tem um lado negro que é preciso regulamentar e vigiar de forma mais apertada; os responsáveis do sistema escolar têm sido demasiado brandos ao longo destes anos numa tentativa de não ferir a susceptibilidade dos, ainda existentes, defensores da “escola dos afectos” (lamento que a defesa do rigor não tenha feito escola…); os professores não podem ser sistematicamente desautorizados; os pais nem sempre conhecem bem os filhos que têm; os psicólogos não podem continuar a insistir, como há dias ouvi, que o telemóvel é um prolongamento do jovem e ele fica desnorteado quando se vê privado desse objecto. Muitas cabeças se viram obrigadas a sair da areia, porque o ruído exterior tornava impossível o seu silêncio e indiferença. Jan-08 Luísa Diz Lopes O Público na Escola atribuiu ao nosso jovem Outra Presença on-line o primeiro prémio. Foi reconfortante ver reconhecido o enorme esforço que levantar este projecto implicou, acentuado pelas contingências financeiras e logísticas, que nem sempre foram ultrapassadas da forma desejada. Sonhámos e concretizámos. Com a colaboração de muitos conseguimos erguer este projecto. Por isso este prémio é para todos quantos nos apoiaram, confiaram em nós e contribuíram para este sucesso, envolvendo os seus alunos, enviando a sua participação, divulgando este jornal. Agora é tempo de avaliar o trabalho feito e melhorar nas áreas onde tal for possível. Voltar a sonhar para voltar a concretizar. Esta distinção tem também o mérito de nos incentivar a fazer mais e melhor continuando a perseguir os nossos principais objectivos: ser espelho e desassossego da comunidade escolar; desenvolver competências de escrita, leitura e oralidade; criar cidadãos activos, inconformados e críticos. Foi esta a perspectiva que nos fez reformular o nosso recentíssimo e premiado Outra Presença on-line. Mantendo em termos gráficos, editoriais e estruturais os traços gerais que o definem, quisemos introduzir-lhe valências que o tornassem mais apelativo, versátil e dinâmico. Nesse sentido, o nosso webdesigner, Rui Garcia, construiu uma nova página, na qual introduziu potencialidades que, esperamos, tornem este jornal mais próximo do querer de todos quantos nos visitem. Depois procedemos à mudança de alojamento e tornámos o acesso a ele mais fácil. Agora o endereço é www.outrapresenca.com. Esperamos a visita de todos e sugestões que nos ajudem a melhorar este trabalho. Porque nem só de reconhecimento vive este jornal, o prémio monetário que este concurso atribuiu contribuirá para esta melhoria da qualidade que visamos: a aquisição de uma máquina fotográfica profissional e de um módulo de pesquisa para a Biblioteca da Escola incrementará a qualidade das imagens e agilizará o trabalho de pesquisa que os alunos têm de efectuar no decorrer das suas tarefas jornalísticas. Voltámos a sonhar e concretizámos. Contamos, agora, com o vosso apoio. Visitem-nos, deixem-nos sugestões, enviem-nos trabalhos, participem nos nossos debates, ajudem-nos a crescer e cresçam connosco. Jun-07 Luísa Diz Lopes Este foi um grande ano para o jornal outra presença. O nascimento de um irmão gémeo, mas mais actual e dinâmico, versátil e colorido, interactivo e moderno foi motivo de felicidade e orgulho para todos. Apresentado ao público em Fevereiro foi-se aperfeiçoando ao longo dos últimos meses de forma a ir de encontro às necessidades desta comunidade escolar. Nesse sentido, associaram-se a ele 2 blogs – espaços de livre circulação de ideias - e procurou-se que o email fosse divulgado para poder receber relatos e imagens de acontecimentos. E aconteceu, o primeiro aluno a enviar uma notícia fresquíssima para o endereço do outra presença foi Paulo Lopes do 9º C. Depois outros o seguiram e esperamos que o próximo ano lectivo consolide este novo formato de fazer notícia e as participações voluntárias na sua actualização se multipliquem. Outro facto que contribuiu para que neste ano o jornal fizesse história foi o 3º lugar obtido no II concurso de jornais escolares, dinamizado pelo ISLA de Vila Nova de Gaia. Também para a escola foi um grande ano. A representação exemplar, surpreendente e grandiosa da peça “Que farei com este livro?” de José Saramago, no Teatro Municipal; a visita de Luísa Costa Gomes e Filipe Faria, que dinamizaram, respectivamente, oficinas de escrita e fóruns de leitores e deliciaram todos quantos puderam com eles contactar; a ciência na escola que ganhou vida com a abertura dos laboratórios; a semana da leitura, que cresceu e se transformou em meses de actividades dedicadas à leitura e à escrita; os jogos de poder que se viram enriquecidos com as diversas sessões de assembleias jovens; a semana das línguas e da Europa que brindaram a comunidade escolar com exposicões, palestras, sessões gastronómicas e concursos. Por isso o número de Junho é um Grande número, em todos os sentidos, como é fácil perceber ao folhear as inúmeras e ricas páginas que o compõem. E é com felicidade redobrada que este ano se despede e deseja a todos umas boas férias, pois através da versão online e dos seus blogs espera manter o contacto com todos quantos quiserem escrever, enviar imagens e notícias, comentários, impressões de viagens, leituras, filmes ou músicas. Eu prometo não perder o contacto. Espero não ficar sozinha... Até já.
Jan-07 Luísa Diz Lopes 1. Em 2007, o Outra Presença reinventa-se, desta vez auxiliado pelas novas tecnologias, e disponibiliza-se online para todos quantos quiserem a ele aceder em poucos minutos, com um mínimo esforço digital. Depois, com um esforço um pouco maior, é percorrê-lo pela ordem que se entender consoante o apelo que cada secção faça a cada um. Seduzido pela versatilidade e rapidez deste modo de comunicação, o Outra Presença procura ir ao encontro daquele que é o seu público e cativá-lo para uma participação activa, crítica e responsável na pequena sociedade que é a escola e que o jornal espelha. Economicamente vantajosa, esta versão permite uma actualização permanente, cumprindo, assim, o jornal mais eficazmente a sua função de divulgação e informação em tempo útil. Deste modo, minimiza-se um pouco a frustração de noticiar acontecimentos apenas alguns meses depois de terem ocorrido. Permite, também, uma resposta pronta por parte dos leitores aos desafios que lhes forem propostos. A versão impressa, publicada periodicamente, constituir-se-á como um complemento e uma oportunidade de desenvolvimento de alguns dos temas. Disponíveis online estarão, também, de forma gradual as edições anteriores desta publicação e a sua história, facilitando assim a sua consulta e piscando o olho a um refrescar da memória. 2. Por força de compreensíveis, previsíveis e conhecidas circunstâncias, o Outra Presença vai perdendo os seus colaboradores. O último ano foi drástico nessa perda, pois, sendo o clube de Jornalismo sobretudo constituído por alunos do 12º ano, viu-se desfalcado com a saída destes para os cursos que pretendiam. Não é fácil repor uma equipa completa, nem é fácil que um jornal, mesmo sendo escolar, não sinta os efeitos dessa saída. É necessário recomeçar, devagar, mas de forma confiante. 3. No seu registo habitual, O Outra Presença procura neste número também abarcar diversos espaços, noticiando e anunciando a escola, mostrando a cidade, reflectindo sobre a actualidade, cultivando o gosto pela leitura, convidando cada um a exercer a sua cidadnia. Procura desta forma constituir-se como um precioso auxiliar no crescimento integral do aluno enquanto cidadão na escola, no meio envolvente e no mundo, objectivo principal do projecto curricular da escola. 4. O jornal desta escola tem dezoito anos. Foi em Dezembro de 1989 que surgiu o primeiro número. Antecipando a comemoração dos vinte anos de existência, vamos iniciar a divulgação de alguns dos artigos publicados em números anteriores. Porque a memória também nos constrói. |
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| Carina Fernandes | Vitor Minhoto | Beatriz Delgado | Diana Malhão | Adriana Pires | Joana Meco | Daniela | |
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| Rita Teixeira | Joana Teixeira | Mariana Lopes | Verónica Podence | Carolina Pires | Joana Gonçalves | Clube de Jornalismo - Sexta - 14:30 | |






