Escola Viva
Escola, Família e Sexualidade | Escola, Família e Sexualidade |
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| Glória Veleda, Direcção da Associação de Pais e E.E. | |
| 16-Abr-2008 | |
![]() A sessão foi possível porque a Professora Doutora Teresa Correia se disponibilizou para partilhar com os presentes os seus conhecimentos e experiências nesta área, transmitindo-os de uma forma directa, simples, mas eficiente, com o propósito de auxiliar os pais a encontrarem caminhos que os conduzam a uma relação saudável com os seus filhos, auxiliando-os, simultaneamente, a crescerem de forma saudável, responsável e humana. A Sexualidade, a Família e a Escola Teresa Correia A promoção da saúde sexual e reprodutiva dos indivíduos é um importante contributo para a sua formação pessoal e social e tem ganho um protagonismo crescente principalmente nas áreas da Educação e da Saúde. Assim, neste contexto é importante envolver a família com a escola a propósito de diversas questões que se colocam sobre o tema. O apoio às famílias na educação sexual das crianças e dos jovens, nomeadamente através do seu envolvimento no processo de ensino/aprendizagem e/ou promoção de actividades específicas de formação dirigidas aos encarregados de edução ou dinamizadas por eles, é fundamental. É inquestionável a importância da família na educação sexual das crianças e dos jovens, a vivência da sexualidade é um dos elementos do processo de desenvolvimento global da pessoa, no qual a família é o primeiro e um dos principais agentes. Estando em causa o desenvolvimento e o bem-estar dos seus filhos e educandos, os pais preocupam-se e tomam iniciativas com o objectivo de divulgar e discutir a informação acerca da sexualidade garantindo e promovendo a participação das famílias no processo educativo dos seus filhos e educandos. Foi neste contexto que surgiu a conferência “ A Sexualidade, a Família e a Escola”, promovida pela associação de Pais/Encarregados de Educação da Escola Secundária Abade de Baçal. Nesta conferência foi feita uma breve resenha histórica sobre a sexualidade, culminando com o conceito mais recente de saúde sexual e reprodutiva. Foram abordados alguns conceitos de sexualidade e reprodução, e discutida a sexualidade enquanto dimensão da personalidade com reflexos no comportamento como um dos temas mais antigos e mais estudados sobre o qual existem as maiores divergências de opinião e de atitude. Não há, por isso, uma sexualidade, mas diferentes sexualidades. Não existem melhores ou piores sexualidades mas apenas distintas sexualidades. Foi abordada a adolescência como um período de grandes mudanças a todos os níveis da vida do adolescente. Os pais/encarregados de educação estão conscientes de que é sua responsabilidade dar informação e debater questões ligadas à sexualidade, mas sentem-se, por vezes, com dificuldades várias e inseguros para o fazer. Talvez a timidez, a falta de conhecimento e oportunidade e a insegurança possam ser razões possíveis. As mudanças de interpretação dos valores que se observam na sociedade contemporânea reflectem-se na dinâmica da estrutura familiar, alterando as regras do comportamento. Assim foi também abordada a família, os seus objectivos e as transformações que tem vindo a sofrer, nomeadamente em termos de estrutura e poder. Fornecer aos adolescentes informações claras e honestas sobre sexualidade e saúde reprodutiva aumenta a capacidade de desenvolverem habilidades para lidar com a sua sexualidade, tais como o poder de decisão, a assertividade, a capacidade de ngociação. Foi neste pressuposto que foram discutidas algumas questões e estratégias que possam contribuir para o desenvolvimento de competências individuais dos adolescentes: uma aceitação positiva do corpo, do prazer e da afectividade; uma atitude não sexista; uma atitude não discriminatória face às diferentes expressões e orientações sexuais; uma atitude preventiva face às doenças nomeadamente em relação às doenças sexualmente transmissíveis e ao uso de meios seguros e eficazes de contracepção no sentido do bem-estar geral. O desenvolvimento das competências para recusar comportamentos não desejados ou que violem a dignidade e os direitos pessoais e, ainda, o desenvolvimento das competências de comunicação. A conferência terminou com uma excelente troca de ideias e experiências entre os pais/encarregados de educação e a convidada. |
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