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Surgiu como um boletim, o Presença em 1959, coordenado por Hirondino da Paixão Fernandes, conforme testemunho do próprio:  | Presença apareceu … A actual responsável pela orientação do Outra Presença (jornal de hoje, da Escola Secundária Abade de Baçal, de Bragança), a prezada Colega Drª Luísa Fernandes Diz Lopes, quis ter a amabilidade de nos convidar a dizer duas palavras sobre a génese do Presença (jornal de ontem, da Escola Industrial e Comercial, predecessora daquela, obviamente também de Bragança), de que fomos Editor (e etc.). Não é em nada a melhor altura de o fazermos, por absolutíssima falta de tempo e mais razões que, no fundo, de tal falta decorrem, mas, obrigados, mais que não seja moralmente, a corresponder a tão generoso quanto lisonjeiro convite (é reconfortante voltar a Bragança, nós que nunca de Bragança saímos!), sempre diremos que o Presença apareceu … (quase) como os lírios, (quase) de geração espontânea. Dissemos, e mantemos (quase) de geração espontânea, se bem que, no fundo, ele tivesse resultado de um facto deveras consabido e, por tal, longamente pensado — o de que só se aprende, verdadeiramente, aquilo de que se tem … qualquer tipo de necessidade. Tudo o mais pode entrar pela cabeça dentro, mas num ápice se esvai porque … não chegou ao coração. Ora, se tal princípio é válido para as mais disciplinas, muito mais o é para a de Português, que requer uma atitude verdadeiramente febril na procura de desvios da ‘norma’, quer no domínio da fala quer no da escrita — caso normalíssimo em alunos da idade dos intervenientes na feitura do Presença. Onde e como, então, encontrar tais desvios, cuja correcção está, obviamente, na base de voos mais altos ?… O jornal, enquanto realização, pensávamos (e continuamos pensando), é um dos grandes caminhos para o efeito, sabido o entusiasmo que a sua aparição suscita na aula. E por isso para ele nos voltámos — “pelo sonho”, como diria Sebastião da Gama: Haja ou não haja frutos, Pelo sonho é que vamos. Editar, porém, um jornal, mesmo pobre como o de que falamos — que os de parede, manuscritos, não são para gente assim já algo … crescida e os electrónicos estavam no segredo dos deuses —, não era (como não é) tarefa nada fácil, sobretudo há 50 anos. Razões múltiplas, que não vêm ao caso, e razões financeiras, sempre um quebra-cabeças, não faltavam: o Senhor Director até nos atendeu … lindamente, como, aliás, era seu timbre, ver carta na edição de Março de 1965 deste mesmo Presença — autorizava tudo, sim senhor, que o jornal … ‘levasse’ o nome da Escola (e não apenas o das nossas turmas), assumia, em consequência, a sua direcção, simplesmente (e isso é que ele omitiu na citada carta, mas temos de o apontar nós em abono da verdade) não se responsabilizava por um tostão que fosse com vista à sua publicação !!! Estremecemos, por instantes — os alunos não tinham vintém (mesmo que tivessem …) e nós, na altura pobre professor provisório (há quase 50 anos!) …, afinávamos por igual diapasão. Estremecemos, como é de calcular. Mas breve, porém, refeitos, gritámos, com o Poeta acima citado: “Vamos”. E o primeiro número saiu. E cremos que o segundo. E ambos se venderam — suficientemente para que o mesmo Senhor Director nos libertasse do fardo da publicação logo a partir do número três (ou dois ?), chamando a si (= Escola) a dita responsabilidade. E nós a respirar de alívio … Parece-nos que se publicaram mais um ou dois (quando muito) números sob a nossa orientação já que, logo a seguir, fomos(/viemos) para o estágio, para Coimbra (1962-1964). Presença continuou, no entanto, presente, com outro formato, não nos cumpre dizer se visando os mesmos ou outros fins. O que podemos afirmar é que, volvidos os dois anos de estágio, Presença voltou (1965), por razões práticas, ao formato antigo, e se transformou em boletim. Inicialmente projectado para levar vida e cor às nossas aulas de Português, como se deu a entender, Presença era agora, com orientador específico e horário específico também, um arauto de toda a Escola (de que havíamos passado a ser director) e respectivo Centro de Actividades Circum-Escolares, razões para que, na sua última série, terceiro formato, com activa colaboração de vários professores, se tornasse um “magnífico Boletim”, no dizer, por exemplo, do “boletim do Centro Especial de Cinema destinado aos dirigentes dos núcleos de Cinema dos Centros de Actividades Circum-Escolares” da Mocidade Portuguesa (Lisboa, 1970). Tantos anos volvidos, não se põe, pelo menos agora, cremos, o problema de saber se, “editor” e “jornalistas”, chegámos, como diria o referido Sebastião da Gama. Mas não é imodéstia declarar que, ainda no dizer do mesmo, fomos, tanto quanto era possível ser-se — no começo da vida e naquele contexto (que se impõe conhecer para, com imparcialidade, poder avaliar). E tudo porque — como é grato e honroso poder afirmá-lo! — os/as jovens que iniciaram Presença (é a génese que se nos diz para evocarmos) eram/foram (/infelizmente já nem todos/todas são … deste mundo) o exemplo acabado da alegria de viver, do amor ao trabalho, da sã camaradagem (que o jornal ajudava a cimentar) … Na esperança de que, na forma de vida depois por cada qual escolhida e independentemente dos frutos havidos, todos/todas continuem sendo, permita-se-nos que os/as recordemos a todos/todas com a mais viva saudade, a todos/todas enviando um grande abraço (se algum/alguma nos ler, onde quer que se encontre!) da maior admiração, estima, respeito. Que a Sorte a todos/todas tenha bafejado. E que as Parcas só tarde se lembrem, ou jamais se lembrem (se fosse possível!…) de nenhum deles/nenhuma delas. Após o 25 de Abril (1974) o Presença foi substituído por Outra Presença — evocação que acaba por ser significativa, cremos, da presença que o Presença soube marcar. Conhecemos deste Outra Presença um ou dois números já bastante antigos e quatro recentes (2001-2002). Do que nos é dado concluir da sua leitura, e não só, Outra Presença, sinceramente cremos, pode e sabe fazer(/já faz) jus à velha presença do Presença (referimo-nos, naturalmente, à última série, com trabalhos citados por professores catedráticos) e tornar-se(/já se tornou) seu digno continuador. Mais, pode e sabe, quem o duvida?, marcar uma presença maior. Assim ele queira. Assim ele queira ser a Outra Presença. Uma Outra Presença maior. Do coração o desejamos. Coimbra, Março de 2003 Hirondino da Paixão Fernandes (Fundador do Jornal Presença) | Presença, nº1 -1959
|  | Presença - Março de 1963
|  | Presença - Março de 1966
| Outra Presença - nº 1 - Dezembro de 1989 | Em 1989, ressurge com um nome que homenageia o primogénito, Outra Presença, e é coordenado por Fernando Calado, Manuel Ferro, Alice Bravo e Mário Antão. | | Outra Presença - Dezembro de 1993
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A partir de Dezembro de 1993, é coordenado por Esmeralda Pires, Luísa Fernandes e Paula Romão. Com novo logótipo e um tom bem-humorado, continua a pretender dar voz à comunidade escolar. | | | A coordenação é agora assegurada por um grupo de sete professores, unidos na vontade de incrementar na escola um jornalismo activo: Adília Araújo, Alice Bravo, Esmeralda Gonçalves, Luísa Lopes, Manuel Pires, Olinda Oliveira, Paula Romão. | | Outra Presença, nº 26 - Dezembro de 2001
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Dezembro de 2001 é o ano do “crescimento”... O Outra Presença sente-se adulto... surge em formato A3, com novo logótipo, da autoria de João Ortega e uma nova dinâmica. O apoio informático é assegurado por Rui Garcia. | Equipa do Outra Presença, no ano lectivo 2001-2002
| | | Outra Presença, nº 30 - Março de 2003 |
Em Novembro de 2003, o Outra Presença recebe o 2º prémio na 13ª edição do Concurso de Jornais Escolares, referente às publicações do ano lectivo anterior (Dez.2001, Março e Maio 2002) A Presença de Todos Nós 
Joana Gomes, 10ºC Como é ou, pelo menos, deveria ser do conhecimento de todos nós, alunos da talentosa E.S.A.B., este jornal foi premiado com o segundo lugar do Concurso Nacional de Jornais Escolares do ano lectivo 2002/03, facto este que foi, é e será motivo de orgulho para todos nós, que nos empenhámos, escrevemos, investigámos, entrevistámos, discordámos, brincámos ou pensámos apenas e permitimos a subia do Outra Presença ao tão desejado pódio. Para os menos informados e para aqueles que gostam de saber sempre mais, o Concurso Nacional de Jornais Escolares, iniciativa lançada pelo jornal Público, realiza-se desde há mais de uma dezena de anos e pretende, como o Dr. José Manuel Fernandes (director do Público) referiu, “estimular o aparecimento de publicações escolares e o aperfeiçoamento das já existentes”. Cada ano o Concurso tem um tema específico, tendo sido o tema do passado ano lectivo “Jornal: Que futuro?”. O Outra Presença respondeu positivamente ao desafio e os membros constituintes do clube de jornalismo da E.S.A.B., a respectiva dinamizadora, Dr. Luísa Lopes, e mais três professoras do grupo de Português, em representação de todos aqueles que contribuíram para a elaboração do O.P., deslocaram-se, no passado dia 24 de Novembro, (dia comemorativo da cultura científica) à Fundação de Serralves, no Porto, para participar na cerimónia da entrega dos prémios do referido Concurso. Antes de se iniciar a cerimónia, já em Serralves, pudemos, prazenteiramente, ver a capa de uma das edições do O.P. e alguns textos do mesmo, afixados numa vitrina junto a outros jornais premiados. A cerimónia começou pelos discursos de personalidades como Dr. José Manuel Fernandes, Dr. Isabel Alçada, Dr. Teresa Calçada, um representante da Caminho e uma representante do projecto Ciência Viva, que nos brindaram com as suas opiniões relativamente ao futuro dos jornais (“Não importa em que suporte lemos, mas a qualidade do que lemos”- Teresa calçada) e nos felicitaram pelo nosso trabalho. Foram breves, mas precisos, relativamente àquilo que queriam transmitir, pelo que esta cerimónia se tornou num momento muito leve, agradável e de muita alegria e satisfação. Seguiu-se a entrega dos prémios pelos respectivos escalões e a emoção cresceu no momento da nossa subida ao palco, para erguer o nome do Outra Presença bem alto, pela voz do José Luís que discursou em nome de todos nós, como nenhum dos outros jornais premiados havia feito. Impressionámos! ( Ver caixa) A ocasião serviu ainda para lançar a edição deste ano lectivo 2003/04 do Concurso, cujo tema é a defesa e preservação do património natural e cultural. Como a cerimónia terminou bastante antes do que tínhamos previsto e o nosso regresso a Bragança só estava previsto para algumas horas depois, o nosso espírito jornalístico encaminhou-nos para locais onde ocorreram factos merecedores de notícia. O Outra Presença estava, portanto, presente quando, em pleno autocarro da STCP, uma cidadã nortenha quase agrediu o motorista e o acusou de uma “possíbel catástrofe no autocarro, que ficábamos todos doentes como sárdinhas enlatadas”, pois, verdade seja dita o veículo ia bastante lotado. O O.P. presenciou uma comovente cena de camaradagem entre um camarada mais velho da Invicta e o jovem camarada Zé Luís, quando o primeiro sussurrou com um gesto cúmplice: “Jovem, não tenha vergonha de ser comunista” (confesso que me tentei assumir da imensa família do F.C.P. pois, certamente, uma multidão teria um gesto semelhante comigo, mas tive medo de ser sufocada). O Outra Presença voou alto, desta vez, mas há ainda uma imensidão de céu e trabalho pela frente se queremos que o nosso Jornal seja cada vez melhor e que possa ser muitas mais vezes premiado segundo o lema do Público na Escola, “premiar hoje o jornalismo de amanhã”. Texto publicado no jornal Outra Presença, Dezembro de 2003 |   Equipa do OP na entrega de prémios, em Serralves | “Boa tarde! É com muito orgulho que, em nome da equipa que elabora o Outra Presença, o Clube de Jornalismo e de toda a comunidade escolar da ESAB , agradeço ao Público por esta louvável iniciativa, iniciativa que nos permitiu ver reconhecido o nosso trabalho na produção do nosso/vosso jornal, e que promove nas escolas o jornalismo, a comunicação e a participação cívica de todos. Vemos assim reconhecido o trabalho de vários anos, (nos quais participo há seis) mas que há cerca de 13 é orientado pela professora Luísa Lopes. A ela o nosso muito obrigado pela dedicação e empenho e muitas noites mal dormidas em frente Ao ecrã do computador! A história do Outra Presença reporta-nos para os anos 50, no tempo da Mocidade Portuguesa, em que se iniciou a edição do Presença, o Jornal da então Escola Comercial e Industrial de Bragança. O Presença desapareceu com a revolução (bem como as suas ideologias, conteúdo e formato) tendo reaparecido nos anos 80 sob a forma de Outra Presença, o Jornal da Escola Secundária Abade de Baçal (então chamada da sé). Outra Presença nos acontecimentos escolares e regionais, outra presença na forma de encarar a actualidade e aquilo que de facto é (ou devia ser) noticia. Desde então o Outra Presença não parou de acompanhar os tempos, evolui no conteúdo, no grafismo, nos valores e nos objectivos, cresceu, até mesmo no papel passando em 2001 do A4 para o actual formato A3. Orgulhosamente gostamos de dizer que o Outra Presença não é um mero jornal escolar, mas uma publicação trimestral local, que reflecte o meio onde se insere e que é acolhido por esse mesmo contexto social. É uma forma de levar a escola lá para fora e aquilo que se passa lá fora para dentro da escola. O OP é isento, é plural e constitui assim um espaço de livre expressão para todos os elementos da comunidade escolar. Este prémio é também daqueles que ontem como hoje colaboram e lêem o OP, entre eles professores e alunos da ESAB. São eles que fazem do OP um bom jornal. Em nome de tudo isto que o OP representa, o nosso muito obrigado por aquilo que julgamos ser uma excelente classificação para uma publicação do interior, com limitações humanas e financeiras mas sempre com vontade de fazer mais e melhor. Este prémio servirá precisamente para isso: será um incentivo para crescer, para hoje, amanhã e sempre fazer do OP um jornal cada vez melhor! Obrigado!” José Luís Gonçalves (Discurso proferido aquando da entrega dos prémios na Fundação de Serralves, no Porto) | | Outra Presença - Dezembro, 2003 Clube de Jornalismo - 2003/2004 |
Em Dezembro de 2003, o Outra presença renova-se. Com logótipo de Rui Garcia e uma imagem mais apelativa procura ir ao encontro das vontades e dos gostos do seu público. “Se há aspectos positivos decorrentes do reconhecimento público, um deles é, sem dúvida, o estímulo para fazer mais e melhor. Por isso, o primeiro Outra Presença deste ano lectivo abre-se num sorriso, revigorado com o crescimento do Clube de Jornalismo e com a vontade dos seus membros, que o ajudaram a renascer em cada ano. É novo o fôlego que conduz a este primeiro número deste ano lectivo, como se pode ver da primeira à última página. É novo o rosto e o grafismo interior. É velha a sua História, mas jovem a sua alma. Este é o senhor Outra Presença rejuvenescido. Toca-se, folheia-se e vê-se. Espelho de reflexão dos alunos que o escolhem como veículo, testemunha das actividades que fazem da escola um ser vivo, reflexo de criatividade e de humor, o Outra Presença é também um meio de ligação entre a escola e a comunidade envolvente, interage com os seus agentes e informa, contribuindo para a formação de todos pelos quais existe. É este o espírito OP.” Editorial - Dezembro, 2003 |  Outra Presença on-line Sessão de Apresentação do Outra Presença on-line A presença de Todos (blogue) Escrevinhar (blogue) |
Outra Presença na auto-estrada da informação A versão on-line do jornal escolar Outra Presença foi apresentada no dia 9 de Fevereiro à comunidade da Escola Secundária Abade de Baçal, na Biblioteca da Escola. Numa iniciativa que contou com cerca de uma centena de participantes, o grupo responsável pela elaboração do Outra presença on-line, constituído por Luísa Lopes, Paula Minhoto, Rui Garcia e Sérgio Barros, apresentou à comunidade escolar e aos órgãos de comunicação presentes a nova dimensão do jornal, que representa um grande avanço na medida em “que permite uma maior actualidade, rapidez e eficácia na divulgação e informação dos acontecimentos ligados à escola ou que, sendo exteriores, nela se reflectem”, como referiu a coordenação do projecto. A sessão foi aberta pela Presidente do Conselho Executivo, Teresa Sá Pires, que deu as boas-vindas e em seguida Luísa Lopes, coordenadora do Jornal Escolar, fez uma breve síntese da história do jornal da escola, que iniciou a sua publicação em 1959 com o nome Presença e que chegou até esta versão on-line depois de passar por diversos formatos e alterações de fundo. A apresentação da versão on-line coube ao seu webdesigner, Rui Garcia, que explicou o formato e funcionamento da página e apontou aspectos que precisavam de ser aperfeiçoados, coadjuvado, na apresentação das diversas secções por Luísa Lopes e Paula Minhoto. Esta versão mantém as secções mais representativas da edição impressa, mas introduz novas vertentes só possíveis com a interactividade que a Internet permite. É o caso da proposta de eleição das 7 maravilhas de Trás-os-Montes, cuja escolha pode ser feita a partir de um grupo de 21, seleccionadas de entre todas as existentes no universo transmontano por Luís Alexandre Rodrigues, docente da escola. Novidade é também o espaço “Ciência à minha medida” que resultará da curiosidade que os alunos manifestarem através de questões que o Departamento de Ciências Humanas e Sociais procurará satisfazer. A adesão dos presentes à iniciativa foi boa. Paula Romão, professora de Português e coordenadora da Biblioteca considerou que “a edição on-line se prendia com a especificidade do jornal, isto é, a sua actualidade, pois permite actualizações permanentes, o que não acontecia com a versão impressa. Também permite uma maior flexibilidade na colaboração. Todos podem colaborar como e quando quiserem, tendo assim a possibilidade de se reverem de forma mais clara no jornal da sua escola.”. Já Raquel Sá, professora de Filosofia, considerou que a ideia tinha sido excelente pois podia “aproximar toda a comunidade escolar e tornar-se um espaço de reflexão e debate mais efectivo” o que era de louvar. Dos ex-alunos que não quiseram deixar de assistir ao evento, veio a opinião de Rita Morais que referiu que “face às exigências da informação actual, bem diferentes de as de há una anos, e estando a comunidade escolar em permanente actualização, um jornal escolar tem de responder a essas exigências e a versão digital é a que melhor se adequa a esta nova realidade e aos interesses dos jovens, pois se estes passam tantas horas em frente a um computador, é fácil que dispensem uns minutos para visitar o sítio do jornal da escola, para comentar algo que leiam, para participar.” O representante da Associação de Pais presente, Duarte Lopes, referiu que este novo formato poderia facilitar “a aproximação entre alunos, professores e pais, por permitir um acesso fácil e rápido”. A presidente do Conselho Executivo, Teresa Sá Pires, disse ao Outra Presença que esperava que “esta nova dimensão representasse um maior interesse pelo jornal escolar”, que tinha gostado da página e organização do jornal e que ela seria com certeza continuamente aperfeiçoada, o que esperava que acontecesse “com a ajuda de todos os elementos da escola: alunos, pais e professores.” Um dos alunos ouvidos, Luís Alves, apontou a versatilidade da página, o seu carácter apelativo e a funcionalidade dos links como elementos que poderiam levar os alunos a visitá.la com frequência e participar nela. Regulamentos de concursos, resultados, apuramentos nas diversas eliminatórias, programas de actividades serão também agora uma constante nesta nova e versátil versão do jornal escolar. A edição impressa poderá alterar a periodicidade, mas isso é uma decisão que dependerá da adesão dos alunos ao formato electrónico e da actividade jornalística dos membros da escola, que determinará o número de edições anuais. A maior parte dos presentes questionados a este respeito manifestaram vontade de continuar a tocar o papel do Outra Presença. Como sempre tem acontecido, a coordenação realçou que “o Outra Presença será aquilo que os membros desta escola quiserem que seja”. Clube de Jornalismo - Fev 2007 |  Na entrega de prémios, no Isla, em Gaia |
No dia 4 de Maio, o Jornal Outra Presença viu a sua qualidade ser distinguida com um 3º lugar no II Concurso de Jornais escolares organizado pelo Instituto de Línguas e Administração de Vila Nova de Gaia. Dinamizado pelo Departamento de Comunicação da referida instituição, pretendeu distinguir jornais impressos, blogs e sites de escola e fomentar o interesse pela comunicação. A equipa do Outra Presença deslocou-se a Gaia no dia 4 para estar presente na cerimónia de entrega de prémios. O director do Curso de Comunicação, responsável pelo concurso, apresentou o júri e felicitou as escolas pela qualidade dos trabalhos apresentados e referiu a dificuldade sentida na seleccção dos três melhores, dada essa qualidade e o elevado número de publicações a concurso. A coordenadora do jornal escolar começou por agradecer aos promotores da iniciativa pelo facto de valorizarem o que na escola se faz para lá da componente lectiva e que transforma a escola num espaço multifuncional. Apresentou uma breve história do jornal salientando as transformações sofridas recentemente que conduziram ao jornal online. Mostrou as vantagens deste, referindo que o mesmo permite uma maior actualidade, interacção e qualidade. Chamou ao palco alunos representantes da evolução deste jornal: a ex-aluna, Cristiana Afonso, que, tendo concluído o 12º ano no passado ano lectivo, ingressou no curso de jornalismo no Porto, os alunos Guilherme Sá Pires, do 10º ano, Verónica Falcão e Amanda Fernandes, do 7º ano, agradeceu o seu empenho, referindo que é com e para os alunos que um jornal escolar se faz. E o dia encerrou em círculo com o regresso ao ponto de partida : a Escola Secundária Abade de Baçal, berço e sede do Outra Presença. |  Na sessão de entrega de prémios, na Fundação Gulbenkian, em Lisboa  Equipa de Reportagem do canal TVKTVê, da DREN, com o Clube de Jornalismo do Outra Presença |
O dia 30 de Outubro brilhou para o jornal Outra Presença on-line que se viu colocado no 1º lugar do pódio no escalão dos jornais electrónicos, no concurso promovido pelo Público, através do seu projecto de Educação para os média, Público na Escola. Este concurso, promovido anualmente, tem o apoio do Ministério da Educação, Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, Porto Editora e Centro Português de Design e propôs na edição 2006-2007 um debate em torno da leitura ao lançar como mote “Ler na Escola e no Mundo no século XXI”. Mais uma vez a equipa do Outra Presença agarrou o desafio e aliou a ele a criação da versão electrónica do jornal escolar, não abandonando a publicação da versão impressa, da qual saíram dois números no último ano lectivo. E valeu a pena. Não só pelo sucesso que a iniciativa teve na comunidade escolar, como pelo debate interno e actividades que proporcionou em torno da leitura. Agora vê recompensado esse esforço com o reconhecimento público que o lugar obtido neste concurso lhe dá. É a terceira vez que o Público na Escola premeia esta publicação - obteve um 2º lugar na edição de 2002-2003 e uma menção honrosa dois anos depois -, o que mostra que esta equipa não baixa os braços e procura a cada ano produzir um jornal cada vez melhor. A entrega dos prémios decorrerá em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian, no dia 28 de Novembro e o Outra Presença estará presente para dar notícias do evento.
Concurso Nacional de Jornais Escolares Momentos de Glória João Anes, 11ºB - Dezembro, 2007 A entrega dos prémios do Concurso de Jornais Escolares, promovido pelo Público, decorreu no dia 28, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, num auditório repleto com a representação das 26 escolas vencedoras, sendo os primeiros prémios conquistados pelo …psssst?!, do Agrupamento Vertical de Escolas de Airães; o 100 Letras, da Escola Secundária de Leal da Câmara, Sintra; o Trigal, da Escola Secundária das Taipas; o Outra Presença, da Escola Secundária Abade de Baçal, Bragança; o Des-alinhado, da Escola Secundária Inês de Castro, Vila Nova de Gaia; a Janela Aberta, da Escola E.B. 2,3 de Vila das Aves; e o Nosso Mundo, do Agrupamento Vertical Júlio-Saúl Dias. A cerimónia, orientada por Eduardo Madureira, director do Público na Escola, encheu o auditório 2 da fundação, e contou com a presença de Maria de Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação, José Manuel Fernandes, Director do Público, um representante de cada um dos parceiros institucionais deste concurso (Ana Noronha do Projecto Ciência Viva, Vasco Teixeira da Porto Editora, Paula Gris, do Instituto Português do design), o director dos Serviços Prisionais, Rui Sá Gomes, e Marçal Grilo, representando a administração da Gulbenkian. As escolas galardoadas subiram ao palco para os merecidos momentos de glória e foi nota dominante o elogio a esta iniciativa do jornal Público, a vontade de fazer mais e melhor e a importância dos jornais escolares no crescimento e qualidade dos estabelecimentos de ensino. A cerimónia teve início com as palavras do anfitrião, dizendo que era uma honra para a fundação Calouste Gulbenkian ajudar o Público no concurso. José Manuel Fernandes salientou o trabalho dos seus primeiros anos como jornalista, a importância da liberdade e a honra que era para o jornal Público organizar o evento, o director dos serviços prisionais, referiu à importância que o prémio recebido pela escola-prisão tinha, pelo facto de trazer a público que as prisões também têm cultura. A Dr. Paula Gris, no seu discurso, referiu-se à qualidade dos jornais em global, e à dificuldade de escolher, devido à consciência de que as condições das escolas são muito diferentes. Seguiu-se o representante da Porto Editora, que se referiu ao tema do próximo concurso, “Que fazer com as novas tecnologias?”, e elogiou o projecto “escola virtual” que a Porto Editora disponibiliza aos alunos e professores e a Dra. Ana Noronha, do Ciência Viva, que reforçou o orgulho por estar associada ao projecto, salientou a importância da ciência no quotidiano e nas escolas. Já a Dra. Maria de Lurdes Rodrigues optou por se referir à importância dos clubes de jornalismo como forma de viver a cidadania, e, citando “Al Gore”, falou da importância do jornalismo em geral e da ligação deste à razão e à democracia. Esta iniciativa conta já com 17 anos e tem contado com um número crescente de jornais. Este ano, a nossa escola teve a felicidade de voltar com um troféu, um diploma e os bolsos 1 grama (ou 0,001kg, para os físicos da escola que só pensam em unidades SI) mais pesados, com uma “densidade monetária” de 2500€, por ter conquistado o 1º lugar no escalão dos jornais electrónicos. Além deste, existiam outros dois escalões: um destinado a jornais de escolas básicas e jardins-de-infância, e outro a escolas secundárias e/ou profissionais (a nossa escola ganhou, neste escalão, em 2003 um segundo lugar e em 2005 uma menção honrosa). O júri atribui, ainda um prémio pelo melhor design e um outro destinado ao dos melhores jornais premiados do ano anterior. Foi, por isso, com grande satisfação que uma representação da equipa do Outra Presença se deslocou a Lisboa para participar nea cerimónia de entrega dos prémios. Mas claro, nem só de trabalho foi feita a travessia – afinal de contas, vivemos em Bragança, 500km afastados da capital. Durante as doze horas (viagem de ida e regresso) numa carrinha de 9 lugares, com o gentil patrocínio da Direcção Regional do Norte, houve momentos de (alguma e relativa) “diversão”. De Bragança saíram, então, Luísa Diz Lopes, coordenadora do clube de Jornalismo, Rui Garcia, o Webdesigner, Teresa Sá Pires, a Presidente do Conselho Executivo, eu, João Anes e o Guilherme Sá Pires, membros “sénior” do clube, e a Verónica, a Joana e a Diana, representado os “júniores” do clube de jornalismo) Depois de efectuado o check in e visitados os quartos (muito do agrado de toda a gente), o destino foi o comercial do Campo Pequeno, para jantar, findo o qual se regressou ao hotel para uma boa (!!) noite de sono. Na manhã seguinte, auxiliados por um dispositivo GPS, fomos a Belém tomar um segundo pequeno almoço, constituído por 2 pastéis de Belém, que preencheram um buraco no estômago que a maioria de nós não sabia que tinha. Nem só de pastéis de Belém vive o homem, por isso visitámos no Mosteiro dos Jerónimos, as tumbas de Vasco da Gama e de Luís de Camões, e no Centro Cultural de Belém, a colecção Berardo. Avançámos, depois, para a fundação Calouste Gulbenkian (outra vez com grande ajuda do nosso TomTom, o GPS de serviço) onde tomámos o terceiro manjar do dia, na cafetaria da fundação, aumentando o nosso nível de energia (pois receber um prémio implica um imenso gasto energético, embora possa não parecer). E foi com orgulho que subimos ao palco, tocámos o troféu que nos foi entregue pela representante do Ciência Viva e ouvimos a voz do Guilherme, que agradeceu o prémio, felicitou todos os presentes e apontou as linhas que definem o clube de jornalismo e o jornal da escola.
 |  Clube de Jornalismo - 2007/2008  |
|  | Outra Presença marcou Diana Malhão - 10ºB (Abril de 2010) A FUTURÁLIA, na FIL, em Lisboa, assistiu no dia 10 de Março à entrega dos prémios do Concurso Nacional de Jornais Escolares, promovido pelo PÚBLICO, através do projecto Público na Escola, que distinguiu novamente cerca de três dezenas de escolas pela sua edição impressa e online com a entrega dos respectivos prémios, decorrente na FIL, em Lisboa. Entre as muitas escolas participantes, foram distinguidas trinta e seis a nível nacional, entre elas a Escola Secundária/3 Abade de Baçal, representada pelo Jornal Outra Presença, que se classificou em primeiro lugar em duas categorias distintas: no 3º escalão, destinado à edição do jornal online, cujo prémio foi entregue pelo representante da Porto Editora, Paulo Gonçalves, e no Prémio Ciência Viva, com a reportagem-vídeo subordinada ao tema “Viver Ciência na Escola”. Das trinta e seis distinções, dezasseis foram menções honrosas e as restantes ocuparam os três primeiros lugares nos diferentes escalões (primeiro, segundo e terceiro) e grupos considerados (prémio ciência viva, design, cartoon/ilustração e melhor dos jornais premiados na edição anterior – 2007/2008). Esta sessão foi moderada por Eduardo Jorge Madureira, director-pedagógico do Público na Escola, e contou com a presença da Ministra da Educação, Isabel Alçada, da representante da Agência Nacional para a Gestão do Programa Juventude em Acção, do director da Porto Editora e ainda de outros membros representantes das diferentes instituições apoiantes deste projecto, como o Ciência Viva. A entrega dos prémios a todas as escolas classificadas no Concurso Nacional de Jornais Escolares, que tinha como tema “Porque é que a política também é para nós?” fechou portas ao ano lectivo passado e abriu-as ao de 2009/2010, com um novo desafio: “O que é uma República?”. Deste modo, o Público na Escola associa-se às comemorações do centenário da implantação da República em Portugal e sugere que este tema seja alvo de amplo debate nas escolas e nos clubes de jornalismo nelas existentes. | | | | | | |
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